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Juiz não prende universitário pedófilo para não "arruinar seus estudos"

Juiz não prende universitário pedófilo para não "arruinar seus estudos"

Atualizado: Terça-feira, 7 Abril de 2009 as 12

Um estudante da Universidade de Cambridge, que possuía material contendo pornografia infantil, foi poupado por um juíz porque iria comprometer seus estudos.

J. J., 21, foi pego com 293 imagens indecentes de crianças em seu computador quando a polícia invadiu o seu alojamento universitário, em outubro de 2007.

Mas, numa decisão que provocou uma tempestade de raiva ontem, o juiz Gareth Hawkesworth disse que a prisão do jovem seria um "castigo cruel e exercício inútil", assim como poderia destruir seus estudos. Ele deu-lhe quatro meses de pena.

É a segunda vez que o juiz Hawkesworth se envolveu em polêmica depois de ter permitido que um professor da Universidade de Cambridge estivesse caminhando livremente desde setembro.

O professor tinha mais de 1000 imagens de pornografia infantil em seu computador, algumas das quais foram consideradas de maior gravidade (Nível 5). Entre as imagens havia um catálogo de pornografia infantil com bebês de apenas dois dias de idade.

Ele foi condenado a 12 meses, colocado no cadastro por crimes sexuais contra crianças e condenado a pagar cerca de três mil reais. Também deve informar as autoridades quando viajar para o estrangeiro, por um período de 10 anos.

Cinco das imagens baixadas pelo estudante, eram de meninas com idades entre 9 a 15 anos, e também foram classificadas como nível 5 (o mais grave).

Claude Knights, diretora da infância e da caridade da Kidscape, afirmou: "Quatro meses de pena não é o suficiente e não age como um elemento dissuasor. A preocupação com a interrupção de seus estudos é tido com uma certa indignação pelas vítimas de abuso infantil."

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