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Juiz quer avaliação psicológica de menino trancado em casa em SP

Juiz quer avaliação psicológica de menino trancado em casa em SP

Atualizado: Terça-feira, 6 Setembro de 2011 as 9:16

O juiz Gabriel de Campos Sormani, titular da 3ª Vara da Infância e Juventude de Itapecerica da Serra, na Grande São Paulo, quer que seja feita uma avaliação psicológica do garoto de 12 anos que ligou para a Polícia Militar por estar trancado em casa, em Itapecerica da Serra, na Grande São Paulo, no sábado (3), com outros dois irmãos. Os pais das crianças também deverão ser avaliados. Nesta segunda-feira (5), o juiz também determinou que as crianças façam exame de corpo de delito. A mãe, Helena Alves Ferreira, vai responder a processo por maus-tratos e abandono de incapaz.

Nesta segunda, Sormani encaminhou a um abrigo da cidade os três filhos de Helena. De acordo com o juiz, trata-se de uma medida para proteger as crianças enquanto algum familiar próximo dos menores, com idades de 5 meses, 2 anos e 12 anos, seja localizado.

  O próximo passo dos técnicos da Vara da Infância é tentar achar parentes, ouvir vizinhos e fazer um estudo psicossocial da família até tomar uma decisão definitiva. “Tomamos essa medida para apurar melhor a denúncia, por prudência”, contou o juiz, no Fórum de Itapecerica da Serra. “Uma tarde é pouco para os psicólogos avaliarem a situação”, completou.

O filho mais velho, de 12 anos, ligou para a Polícia Militar dizendo que estava sozinho com a irmã de 5 meses e ela estava com fome. Também relatou aos policiais que sofria agressões. Em entrevista nesta segunda, a mãe das crianças, admitiu ter batido no garoto. Helena Alves Ferreira, entretanto, negou que tenha queimado o filho, como ele disse na ligação para a PM. O Conselho Tutelar diz que o menino, ao contrário do que afirmou aos policiais, não é vítima de maus-tratos.

Um conselheiro tutelar confirmou que as crianças não eram maltratadas e que um dos motivos que teria levado o garoto de 12 anos a ligar para a polícia é porque ele foi proibido pela mãe de jogar videogame em um bar.

A mãe dos menores afirmou que os filhos ficaram sozinhos por um mal entendido. “Foi um mal entendimento entre eu e o meu esposo porque saí para trabalhar.” Quando perguntada mais cedo por que o menino teria mentido, ela respondeu: “É criança. Porque ele estava com a nenê e eu deixei ele com os dois meninos”.          

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