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Julgamento de major da PM é retomado em Campo Grande

Julgamento de major da PM é retomado em Campo Grande

Atualizado: Segunda-feira, 16 Maio de 2011 as 2:09

Major Carvalho em julgamento - Campo Grande Mato Grosso do Sul (Foto: Reprodução/TV Morena)

  O julgamento do major da Polícia Militar (PM), Sérgio Roberto de Carvalho, foi retomado nesta segunda-feira (16) no Tribunal do Júri, em Campo Grande, Mato Grosso do Sul. A sessão, que começou no dia 5 de maio, foi adiada para que os laudos de escutas telefônicas apresentados como provas pelo Ministério Público Estadual (MPE) fossem retirados do processo. O militar está preso desde a operação Las Vegas, deflagrada pela Polícia Federal (PF), em maio de 2009.

O major já cumpre pena em regime fechado por tráfico de drogas e está sendo julgado pelo crime de falsificação do selo ou sinal público (artigo 296 do Código Penal). Ele foi denunciado pelo MPE junto com outros quatro acusados, que já foram a julgamento.

Ao lado do juiz Aldo Ferreira da Silva Júnior, quatro tenentes-coronéis da PM compõem o Conselho Especial de Justiça Militar, que vai decidir a pena que será aplicada ao major. Ele também está sendo julgado pela justiça comum, onde os processos tramitam na 2ª Vara, da capital.

O processo tramita na justiça militar porque o major, na época das investigações, estava na reserva. Carvalho chegou a ser excluído da PM, mas recorreu e o recurso ainda não foi julgado em Brasília (DF). Segundo informações da PM, ele não está recebendo salário da polícia, mas ainda não há uma decisão final sobre a exclusão dele da corporação.

Las Vegas

As investigações da operação Las Vegas revelaram uma organização de exploração de jogos de azar e cárcere privado. O grupo, segundo o inquérito, mantinha mais de 100 pontos com máquinas caça-niqueis e cassinos na Bolívia.

Com autorização da Justiça, promotores e policiais do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado(Gaeco) fizeram escutas telefônicas do major Carvalho e pessoas que tinham negócios com ele. Na época, 18 pessoas foram presas incluindo o major e mais dois policiais militares. Também foram apreendidos 19 veículos, 97 caça-níqueis, um avião e R$ 70 mil, lucro de um dia em cassinos clandestinos de Campo Grande.      

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