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Julio Severo fala sobre o PL 122 e o movimento homossexual no mundo

Julio Severo fala sobre o PL 122 e o movimento homossexual no mundo

Atualizado: Segunda-feira, 8 Dezembro de 2008 as 12

Por Adriana Amorim

Julio Severo é autor, entre outros livros, de "O movimento homossexual".  A obra, que aborda como o homossexualismo têm crescido no mundo, aponta os meios de comunicação como grandes disseminadores dos ideais do grupo, que chegam a escolas, ambientes profissionais e igrejas.

Em entrevista ao Portal Guia-me , o escritor, que publicou também muitos artigos sobre sexualidade, falou a respeito do Projeto de Lei 122, contra a homofobia. Aprovado pela Câmara, o PL tramita agora no Senado. Severo abordou também como esta militança tem chegado à sociedade e qual a argumentação do grupo.

Guia-me: Como o senhor vê o Projeto de Lei 122, que já foi aprovado pela Câmara e agora tramita no Senado, e pune criminalmente qualquer manifestação considerada como homofóbica?

Julio Severo: Vejo-o, pela própria argumentação que o levou a uma aprovação sorrateira na Câmara dos Deputados em 2006, como uma aberração. A argumentação é que ocorrem muitos assassinatos de homossexuais que ficam impunes. A conseqüência dessa argumentação é que o PLC 122 colocará algemas nas mãos e mordaça na boca dos cidadãos. A argumentação e o projeto são ridículos, pois todos os assassinatos são punidos pela lei. A impunidade e a criminalidade atingem a todos os brasileiros. Além disso, os homossexuais são bem menos assassinados do que a população geral. Nos últimos 25 anos, mais de 800 mil brasileiros foram assassinados. Nesse mesmo período, apenas pouco mais de dois mil homossexuais foram assassinados. Quem precisa mais de proteção?

Guia-me: Em sua opinião, o PL está de acordo com a Constituição do Brasil?

Julio Severo: Claro que não. A Constituição protege os cidadãos e menciona claramente homens, mulheres e crianças. Em nenhum momento a Constituição protege ou menciona homossexualismo como se fosse status racial. O ladrão, o drogado, a prostituta e o homossexual têm proteção como seres humanos. Mas o comportamento não é digno de proteção especial.

Guia-me: Se o projeto for aprovado, qual impacto trará sobre a sociedade?

Julio Severo: Os cidadãos perderão a liberdade. Empresários que têm um hotel e escola não conseguirão sustentar seu direito de proteger seus estabelecimentos de empregados homossexuais imorais nem rejeitar clientes homossexuais imorais. Os cidadãos serão literalmente escravos das imposições estatais favoráveis à agenda homossexual, sem nenhuma liberdade de escolha de evitar empregados ou clientes imorais. Sem mencionar que os militantes gays exigirão a equiparação de sua relação como se fosse tão digna e sagrada quanto o casamento natural.

Guia-me: E em relação às igrejas cristãs?

Julio Severo: Sem a aprovação do PLC 122, os cristãos já estão sob ameaça de perder seu direito de livre expressão. O Pr. Ademir Kreutzfeld, de Santa Catarina, foi acusado judicialmente por "homofobia". Eu mesmo tenho sofrido semelhante acusação e ações legais. Com a aprovação do PLC 122 e outras leis semelhantes, os ativistas gays não mais ameaçarão. Eles literalmente jogarão a "lei" contra os cristãos. Eles exigirão o direito de trabalhar em estabelecimentos cristãos, como escolas e instituições, e não deixarão de fora a reivindicação ideológica do "casamento" dentro das igrejas.

Guia-me: E aos meios de comunicação?

Julio Severo: Os meios de comunicação, em grande parte movidos por uma doentia tendência liberal e esquerdista, há muito tempo enxergam-se com a missão de "evangelizar" as massas nos valores do liberalismo e esquerdismo. Daí, o homossexualismo encontra na mídia um santuário intocável, onde todo sacrilégio contra a divindade homossexual é punido com todo tipo de manipulação oposicional possível.

Guia-me: Em sua opinião, o PLC 122 representa um avanço ou um retrocesso social?

Julio Severo: Ao dar direitos desnecessários a um comportamento anormal, o PLC 122 banaliza e barateia os direitos da maioria. Numa sociedade saudável, a prática homossexual não é direito, mas um grande problema individual e social, que precisa ser desestimulado a todo custo. Numa sociedade saudável, homossexualidade, assim como prostituição ou vício de drogas, é questão indiscutivelmente clara para tratamento. Numa sociedade moralmente doente e decadente, o anormal é normal e vice-versa.

Guia-me: No livro "O movimento homossexual", o senhor fala a respeito do crescimento mundial do movimento. Como ele tem chegado à sociedade e como a sociedade o tem recebido?

Julio Severo: O centro de exportação mundial do homossexualismo é sem dúvida alguma os Estados Unidos, com a colaboração da Europa e do Canadá. A ONU, que é bastante liberal e esquerdista, recebe influência de grupos de interesses americanos e europeus para promover a agenda da libertinagem sexual. Dentro dessa agenda, o homossexualismo é sagrado. Depois, a própria ONU é usada para influenciar mudanças legislativas em cada país, possibilitando a introdução de novidades bizarras como a aceitação do homossexualismo como se fosse um comportamento totalmente normal.

A sociedade recebe as questões homossexuais, principalmente, por meio da mídia manipuladora e por meio das escolas públicas, onde o governo Lula, descarado apoiador do homossexualismo, tem oficialmente o programa "Brasil Sem Homofobia", cuja finalidade é eliminar das novas gerações todo tipo de aversão ao comportamento homossexual, que na Bíblia é chamado por Deus de "abominação".

Guia-me : Em sua opinião, essa opção sexual tem sido entendida como direito humano?

Julio Severo: Essa não é a minha opinião. É a visão oficial do movimento homossexual. Para os militantes gays, praticar o homossexualismo é tão importante e sagrado quanto o direito de existir. Se a sociedade aceitar essa mentira, os pedófilos também dirão que "nasceram assim" e que sua "orientação sexual" é um direito humano. É um efeito dominó. Inevitavelmente, outros grupos vão reivindicar mais direitos.

Guia-me: Quais são as argumentações do movimento para isso?

Julio Severo: Os argumentos deles tentam sempre apresentar os homossexuais como vítimas. Como eles têm grande presença na mídia, notícias envolvendo crimes violentos perpetrados por homossexuais, jamais mencionam a palavra homossexual ou homossexualismo.

Eles argumentam que, por causa do preconceito, não podem casar nem na lei ou em igrejas, não podem adotar crianças e se beijar ou praticar atos indecentes em público.

Assim, o conceito de preconceito torna-se uma poderosa ferramenta de engenharia social, política e legal. Acabando-se com o "preconceito", todas as pretensões dos militantes gays tornam-se possíveis.

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