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Justiça anula julgamento de policiais acusados de decapitar vítima

Justiça anula julgamento de policiais acusados de decapitar vítima

Atualizado: Quarta-feira, 19 Outubro de 2011 as 12:23

O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) anulou o julgamento, ocorrido em julho de 2010, de quatro policiais militares acusados de matar e decapitar um deficiente mental na Grande São Paulo. Os policiais tinham sido condenados a 18 anos e 8 meses de reclusão em regime fechado pela morte. A decisão que anulou o júri ocorreu no dia 10 de outubro, segundo a assessoria do TJ-SP.   O advogado dos réus, Celso Machado Vendramini, disse que pediu a anulação do júri porque o promotor mostrou, durante os trabalhos, uma camiseta com uma foto da vítima e dizeres contra os policiais. “Quando eu cheguei ao júri, os familiares estavam todos com camisetas com fotos da vítima. Eu falei com o juiz e pedi para que fosse retirado porque isso pode influenciar no ânimo do jurado. Ele determinou que os familiares tirassem as camisetas”, contou. Mesmo assim, segundo o advogado, a camiseta foi exibida pela Promotoria.

A reportagem do G1 procurou a assessoria do Ministério Público e aguarda um posicionamento sobre o caso. Com a anulação, uma nova data será marcada para o julgamento. Os quatro acusados estão presos no presídio Romão Gomes, da Polícia Militar. O júri anulado ocorreu em julho do ano passado no Fórum de Itapecerica da Serra.

O assassinato de Antônio Carlos Silva Alves foi em outubro de 2008. Deficiente mental, ele foi confundido pelos acusados com um ladrão, segundo a denúncia. Testemunhas viram quando a vítima foi abordada pelos policiais. De acordo com a denúncia feita pelo Ministério Público, o grupo de extermínio é formado por cerca de dez policiais. Outros dois julgamentos ocorreram, sendo o último em setembro deste ano.

O grupo ficou conhecido como "highlander" em alusão ao filme estrelado por Christopher Lambert e Sean Connery na década de 80, no qual os guerreiros cortavam a cabeça de seus inimigos. Segundo a Polícia Civil, que investigou o crime, a cabeça e as mãos das vítimas eram cortadas pelos policiais militares para dificultar a identificação.

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