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Justiça autoriza quebra de sigilo telefônico dos envolvidos na morte de Glauco

Justiça autoriza quebra de sigilo telefônico dos envolvidos na morte de Glauco

Atualizado: Sexta-feira, 19 Março de 2010 as 12

Justiça autoriza quebra de sigilo telefônico dos envolvidos na morte de Glauco

A Justiça autorizou a quebra do sigilo telefônico do jovem Carlos Eduardo Sundfeld Nunes, 24, o Cadu, que confessou ter matado o cartunista e líder religioso Glauco Vilas Boas e Raoni, seu filho, no último dia 12, na chácara da família em Osasco (Grande São Paulo). Segundo a assessoria de imprensa do TJ (Tribunal de Justiça), também foi autorizada a quebra do sigilo telefônico de Felipe Iasi, 23, que dirigia o veículo que levou Cadu ao local, e das duas vítimas.

A quebra do sigilo foi pedida pela polícia na quinta-feira, dia 18, e tem como objetivo identificar para quem foram efetuadas as chamadas dos telefones e de quem foram recebidas.

Segundo o diretor do Demacro (Departamento de Polícia Judiciária da Macro São Paulo), Marcos Carneiro Lima, o deslocamento do acusado na noite do crime foi descoberto pela polícia graças ao registro do sinal do celular. Carneiro Lima informou que, após sair da casa de Glauco, Cadu se deslocou muito rápido, cerca de oito quilômetros em nove minutos, o que seria impossível a pé, e que dificilmente conseguiria um taxi ou abordar uma pessoa naquele momento.

O sinal mostra que ele ainda permaneceu 40 horas em Osasco, e depois voltou duas vezes para a região do local do crime, o que coincide com o telefonema que Bia [viúva de Glauco] recebeu no sábado. No mesmo dia, ele foi para Cotia e para o Morumbi, onde roubou o veículo que usou para fugir para o Paraguai.

A polícia também vai analisar o percurso registrado pelo carro de Iasi (que tem rastreador do seguro) após o crime e cruzá-lo com a informação do celular de Cadu. O indiciamento de motorista por participação no crime, portanto, depende das provas que mostrem ou refutem a hipótese de que ofereceu fuga ao acusado.

O resultado da análise do rastreador ainda está em observação, de acordo com informação do diretor do Demacro.

O acusado permanece na carcerária da Polícia Federal de Foz do Iguaçu, pois o caso continua sob investigação. Segundo a assessoria de imprensa da Justiça Federal no Paraná, a transferência de Cadu depende da formalização do pedido do Judiciário de São Paulo.

Caso

Glauco e Raoni foram mortos a tiros na casa do cartunista, em Osasco, na madrugada de sexta-feira, dia 12. Segundo as testemunhas, o suspeito chegou ao local e rendeu, primeiro, a enteada de Glauco, que mora em uma casa no mesmo terreno.

Cadu era conhecido da família por já ter frequentado a igreja Céu de Maria, que segue os princípios do Santo Daime e foi fundada por Glauco.

Segundo o relato das testemunhas, Cadu estava transtornado e delirava. Ele estava armado com uma pistola automática e uma faca. Glauco tentou negociar com Nunes e chegou a ser agredido. De acordo com Veras Júnior, Glauco não reagiu.

No meio da discussão, porém, Raoni chegou ao local de carro. Em seguida, Cadu atirou contra pai e filho, mas os motivos ainda não foram esclarecidos. Os dois chegaram a ser atendidos no hospital, mas não resistiram e morreram.

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