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Justiça condena Beira-Mar a 15 anos de prisão

Justiça condena Beira-Mar a 15 anos de prisão

Atualizado: Sexta-feira, 11 Novembro de 2005 as 12

O traficante Luiz Fernando da Costa, o Fernandinho Beira-Mar, foi condenado a 15 anos de prisão pelo assassinato do também traficante João Morel, em 21 de janeiro de 2001, dentro da cela número 38, no ESPM (Estabelecimento Penal de Segurança Máxima) de Campo Grande (MS). As agravantes são homicídio mediante pagamento ou promessa de recompensa, meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima. A defesa do criminoso pretende recorrer da decisão.

O julgamento começou às 8h45 do horário local (às 9h45 no horário de Brasília), depois de Beira-Mar conversar com os advogados para saber como deveria proceder durante a sessão. Um forte esquema de segurança, com cerca de 300 policiais civis, militares e federais foi montado para a realização do julgamento.

Durante o júri, a defesa de Beira-Mar tentou desqualificar as acusações e o próprio traficante se defendeu durante o júri, dizendo que era alvo de mentiras. Já o promotor Paulo Cézar Passos relembrou acusações contra Beira-Mar e os indícios de que o traficante carioca teria comemorado a morte de dois integrantes de facção criminosa rival no presídio de Bangu I, no ano de 2002.

''Ele chegou a dizer que estava tudo dominado e comemorou a queda das duas torres, em uma referência ao desastre das Torres Gêmeas do World Trade Center, nos Estados Unidos''.

A promotoria ainda relembrou que várias testemunhas que constam no processo foram mortas antes de serem ouvidas. Outras pediram para não falar por medo.

''Todas elas sabiam que Beira-Mar era o mandante do crime que vitimou Morel e ficaram com medo''.

Representantes do Ministério Público chegaram a utilizar uma matéria da Rede Record. A defesa disse que a reportagem era sensacionalista e afirmou que não havia provas que sustentassem que Beira-Mar seria o mandante do assassinato de Morel.

Desmaio

Um dos únicos imprevistos durante o julgamento foi quando um dos agentes penitenciários federais que escoltava Beira-Mar desmaiou e tombou de leve no ombro do traficante carioca. Rapidamente, o Depen, órgão do Ministério da Justiça, realizou a troca do agente penitenciário que fazia a escolta do réu.

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