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Justiça de Minas julga recurso contra júri popular de réus

Justiça de Minas julga recurso contra júri popular de réus

Atualizado: Quarta-feira, 10 Agosto de 2011 as 1:24

Desembargadores da 4ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) julgam, nesta quarta-feira (10), recurso da defesa para que o júri popular dos acusados pelo sequestro e pela morte de Eliza Samudio seja revisto. O julgamento vai ocorrer na unidade do tribunal localizada na Avenida Raja Gabáglia, no bairro Santa Maria, na Região Centro-Sul de Belo Horizonte. Os réus não participarão da sessão, segundo o TJMG.

Esta decisão pode dar continuidade ao julgamento dos réus, que está paralisado desde dezembro do ano passado, segundo informações do TJMG. Ainda de acordo com o órgão, a juíza responsável pelo processo, Marixa Fabiane Rodrigues, pronunciou oito pessoas pelos crimes relacionados ao caso e determinou que oito delas fossem a júri popular. Flávio Caetano Araújo , que era motorista do goleiro, foi solto por meio de um alvará no dia 26 de novembro e foi absolvido de todas as acusações.

  As defesas dos acusados e o Ministério Público não concordaram com a pronúncia, por motivos diferentes, e apresentaram recurso contra a decisão da juíza. A promotoria alega que os réus não foram pronunciados por todos os crimes, segundo assessoria do fórum. Os advogados de defesa não concordam com o julgamento por júri popular.

Em 17 de dezembro de 2010, Dayanne Souza, Wemerson Marques, conhecido como “Coxinha”, e Elenílson Vítor foram pronunciados pelo sequestro e cárcere privado do filho do goleiro Bruno. O Ministério Público recorreu para que respondam também por homicídio e ocultação de cadáver de Eliza Samudio.

O jogador Bruno Fernandes das Dores Souza, o amigo dele Luiz Henrique Ferreira Romão, conhecido pelo apelido de Macarrão, e Sérgio Rosa Sales foram pronunciados por homicídio triplamente qualificado, sequestro e cárcere privado e ocultação de cadáver. Marcos Aparecido dos Santos, o “Bola”, responde por homicídio duplamente qualificado e ocultação de cadáver.

A ex-noiva de Bruno, Fernanda Gomes de Castro, foi pronunciada por sequestro e cárcere privado de Eliza e do filho dela.     Segundo a assessoria do fórum, se a Justiça mantiver a decisão da juíza, que definiu júri popular para oito réus, a defesa ainda pode recorrer ao Superior Tribunal de Justiça (STJ).

Entenda o caso

Após um relacionamento com o goleiro Bruno, Eliza Samudio deu à luz um menino em fevereiro de 2010. Ela alegava que o atleta era o pai da criança. Atualmente, o menino mora com a mãe da jovem, em Mato Grosso do Sul. Segundo a polícia, Eliza teria sito morta no início de junho, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. A Polícia Civil indiciou Bruno e mais oito envolvidos no desaparecimento e morte da jovem. A Justiça de Minas Gerais aceitou a denúncia do Ministério Público em agosto de 2010. O corpo de Eliza não foi encontrado.

Em dezembro de 2010, a mulher de Bruno, Dayanne; a ex-namorada de Bruno, Fernanda Gomes de Castro; o caseiro do sítio, Elenílson Vítor da Silva; e Wemerson Marques, o Coxinha, foram soltos e respondem em liberdade.            

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