MENU

Justiça de SP vai ouvir nesta quinta mais testemunhas do caso Eloá

Justiça de SP vai ouvir nesta quinta mais testemunhas do caso Eloá

Atualizado: Quinta-feira, 7 Abril de 2011 as 8:43

A Justiça de São Paulo deve ouvir nesta quinta-feira (7) nove testemunhas do processo sobre a morte de Eloá Pimentel, ocorrida em outubro de 2008. As audiências ocorrem para decidir se Lindemberg Alves Fernandes, ex-namorado da vítima, irá a júri popular pelo assassinato da adolescente.

Os depoimentos desta quinta ocorrerão no Fórum de Santo André, no ABC. As testemunhas são de defesa e não há previsão de Lindemberg ser ouvido. O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) não divulga detalhes sobre as testemunhas.

Eloá morreu após um sequestro de mais de cem horas no apartamento em que vivia com a família em Santo André, no ABC, em 17 de outubro de 2008. Em março deste ano, a Justiça começou a ouvir testemunhas, entre elas a estudante Nayara Rodrigues, que era amiga de Eloá e também foi feita refém por Lindemberg.      A jovem falou durante uma hora e 25 minutos sem a presença de Lindemberg. Ela pediu para que ele saísse da sala. A adolescente descreveu como foram os dias em que ela e a amiga foram mantidas reféns ex-namorado da vítima.

  Júri popular

Numa audiência anterior, em janeiro de 2009, a Justiça paulista tinha determinado que Lindemberg fosse submetido a júri popular. O julgamento dele chegou a ser marcado para 21 de fevereiro deste ano, mas foi cancelado em novembro do ano passado. O Superior Tribunal de Justiça (STJ) anulou todo o trabalho feito pela Justiça paulista após recurso impetrado pela defesa do réu. O STJ considerou haver falhas de procedimento na audiência que antecedeu a decisão de levá-lo ao julgamento. Segundo o órgão, as falhas acabaram comprometendo a defesa de Lindemberg.

Por este motivo, o processo a que ele responde voltou à estaca zero e está sendo refeito. O juiz José Carlos de França Carvalho Neto precisará ouvir novamente as testemunhas de acusação e de defesa, os advogados das partes, o Ministério Público e o réu. Depois disso, o juiz irá decidir se o processo será arquivado ou se Lindemberg será submetido a júri popular.        

veja também