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Justiça deve decidir nesta terça se júri do caso Gil Rugai será adiado

Justiça deve decidir nesta terça se júri do caso Gil Rugai será adiado

Atualizado: Terça-feira, 29 Novembro de 2011 as 8:19

A Justiça deve decidir nesta terça-feira (29) se irá adiar o julgamento do ex-seminarista Gil Rugai – acusado de matar o pai, Luiz Carlos Rugai, e a madrasta, Alessandra de Fátima Troitino, há sete anos – que estava marcado para o dia 12 de dezembro no Fórum da Barra Funda, na Zona Oeste da capital paulista. O pedido de adiamento por tempo indeterminado foi feito pelo Ministério Público.

O promotor Rogério Leão Zagallo, responsável pela acusação contra o estudante, alega que até esta data do julgamento não será possível saber a resposta de uma perita da Polícia Técnico-Científica sobre uma suposta irregularidade numa prova técnica apontada pelos advogados de Rugai.   Segundo a petição de Zagallo ao juiz, a defesa do acusado sustenta que houve violação dos lacres de amostras de sangue cedidas pelo ex-seminarista e das colhidas no local onde foram encontrados os corpos das vítimas. Por esse motivo, os advogados solicitaram à Justiça que fosse realizado um exame de confronto de padrões de DNA entre as amostras.

Como a responsável do Instituto de Criminalística (IC) pela manipulação dos materiais sofreu um acidente de trabalho e está internada sem previsão de alta médica em um hospital na capital paulista e sem data certa para retornar ao trabalho, Zagallo decidiu pedir o adiamento do júri até que ela se recupere e possa prestar os esclarecimentos necessários sobre o problema detectado pelos defensores de Rugai.

Sete jurados vão julgar Rugai pelos crimes cometidos em 28 de março de 2004. O réu, que sempre negou os crimes, responde ao processo em liberdade. O júri popular está marcado para o mesmo plenário onde ocorreu o julgamento do caso Suzane Richthofen. Apesar de não ter sugerido nenhuma nova data para o julgamento, a expectativa da Promotoria é que ele seja remarcado para março de 2012.

Rugai responde em liberdade pelo crime de duplo homicídio e estelionato. O G1 não conseguiu localizar o advogado de defesa de Gil Rugai, Marcelo Feller, para comentar o assunto.        

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