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Justiça federal de Rondônia autoriza a transferência de Polegar

Justiça federal de Rondônia autoriza a transferência de Polegar

Atualizado: Terça-feira, 25 Outubro de 2011 as 1:52

A juíza federal de Rondônia, Juliana Maria da Paixão, autorizou nesta terça-feira (25) a transferência do traficante Alexander Mendes da Silva, o Polegar , para o presídio de segurança máxima de Porto Velho. De acordo com a Secretaria de Segurança Pública do Rio, o documento será enviado ao Tribunal de Justiça do Rio, que encaminhará o pedido ao Departamento Penitenciário Nacional (Depen). Este, por sua vez, vai enviar um documento à Secretaria estadual de Administração Penitenciária (Seap) informando dia e hora em que a Polícia Federal fará a transferência do preso.

A PF deverá ainda fazer contato com a Secretaria de Segurança Pública do Rio para pedir apoio de agentes fluminenses para o transporte do Complexo Penitenciário de Gericinó, na Zona Oeste do Rio, onde Polegar está, até o aerporto. O traficante será levado numa aeronave da PF.

Desembargador do Rio assinou transferência na segunda

O presidente do  Tribunal de Justiça do Rio, Manuel Antônio Rebêllo dos Santos, assinou nesta segunda-feira (24) a transferência de Polegar , que é apontado como chefe do tráfico de drogas no Morro da Mangueira, na Zona Norte do Rio.

Dificuldade de vagas em presídio

O juiz auxiliar da presidência do TJ-RJ, Carlos Augusto Borgesmagistrado, argumentou que está cada vez mais difícil conseguir vagas para presos do Rio nas penitenciárias federais dos outros estados. Borges revela que a lei permite que o preso fique nesses locais por 360 dias, podendo renovar uma vez pelo mesmo período. No entanto, os criminosos do Rio ficam nessas penitenciárias por tempo indeterminado.

"Isso causa para o juiz federal um sentimento de que o Rio está fazendo disso daqui (presídios federais) um presídio permanente dos seus traficantes, e isso vem causando uma dificuldade deles aceitarem novos presos", afirmou.

Fora do Alemão

Em entrevista à equipe de reportagem do Fantástico, no domingo (23), Polegar alegou que já não estava no Brasil durante a ocupação do Conjunto de Favelas do Alemão , em novembro de 2010. Polegar disse que acompanhou a operação pela televisão. Ele foi preso na fronteira do Paraguai, na cidade Pedro Juan Caballero, portando documentos falsos.

Na sexta-feira (23), ele chegou ao Rio escoltado pela Polícia Federal, e foi levado para o presídio de segurança máxima Bangu 1, na Zona Oeste.

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Traficante teria comprado carro um dia antes da prisão

Apesar de afirmar que ganhava cerca de R$ 1,2 mil por mês, com o trabalho de instalador de cercas elétricas, Polegar gostava de ostentar. No Paraguai , um dia antes de ser preso, ele teria comprado com dinheiro vivo um carro de mais de R$ 100 mil.

O criminoso vinha sendo monitorado pela polícia paraguaia há pelo menos três meses. Foi numa rua, a poucos quilômetros do centro de Pedro Juan Caballero, que ele acabou preso. A operação foi realizada no momento em que o criminoso e a mulher dele aguardavam a lavagem de um dos carros da família, num lavajato. Ele contou que vivia há quase dois anos no Paraguai.

Polegar vivia em casa de classe média alta

Em Pedro Juan Caballero, Polegar escolheu um lugar sossegado para viver, de classe média alta. A casa onde ele, a mulher e dois filhos moravam fica num lugar com bastante segurança: cerca elétrica e câmeras de monitoramento. A polícia do Paraguai disse ter encontrado U$ 50 mil dentro da casa. A suspeita, agora, é a de que traficantes brasileiros estariam tomando conta das plantações de maconha nesta região.

"A Polícia Federal vai instaurar um inquérito com o objetivo de verificar em qual situação ele estava morando no Paraguai, se ele estava mandando droga para o Brasil”, disse o delegado Fábio Andrade.          

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