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Justiça Militar ouve testemunhas no processo de propina do caso Rafael

Justiça Militar ouve testemunhas no processo de propina do caso Rafael

Atualizado: Sexta-feira, 10 Setembro de 2010 as 8:14

Será realizada na tarde desta quinta-feira (9), na Auditoria da Justiça Militar do Rio, a audiência de prova de acusação do processo em que policiais militares são acusados de corrupção passiva, falsidade ideológica e de descumprimento de missão no caso da morte por atropelamento do músico Rafael Mascarenhas, filho da atriz Cissa Guimarães, no dia 20 de julho, no Túnel Acústico, na Gávea, Zona Sul do Rio. A denúncia foi apresentada pela promotora Isabella Pena Lucas. De acordo com a denúncia, os PMs teriam cobrado R$ 10 mil de propina para liberar o motorista Rafael Bussamra após o acidente.

Os PMs acusados, o cabo Marcelo Bigon e o sargento Marcelo Leal, foram indiciados pela Justiça Militar por corrupção passiva e estão presos na Unidade Prisional da Polícia MIlitar, em Benfica, no subúrbio do Rio. Os advogados dos policiais negam que seus clientes tenham pedido propina. A juíza Ana Paula Monte Figueiredo Pena Barros vai presidir a sessão desta quinta para ouvir seis testemunhas, sendo três civis e três militares. Entre os civis estão o atropelador Rafael Bussamra, seu pai Roberto Bussamra e o carona do segundo carro que estava no túnel no dia do atropelamento, Gustavo Bullus.

Indiciamentos pela polícia civil

No dia 2 de setembro, a delegada Bárbara Lomba, da 15ª DP (Gávea), responsável pelas investigações do caso, divulgou que Rafael Bussamra foi indiciado por homicídio doloso, quando há intenção de matar . O amigo, Gabriel Henrique Ribeiro, de 19 anos, motorista do outro carro que estava no túnel também foi indiciado pelo mesmo crime por estar no local interditado em alta velocidade. Eles vão responder ainda por fuga de local do acidente. Ainda de acordo com a polícia, Rafael Bussamra também foi indiciado por corrupção ativa, junto com o pai, o empresário Roberto Bussamra. Os dois, além de Guilherme Bussamra, irmão de Rafael, foram indiciados ainda por fraude processual, por tentar ocultar provas, adulterando o veículo.

Em depoimento Roberto admitiu que pagou R$ 1 mil de propina a dois PMs do 23° BPM (Leblon), que teriam pedido R$ 10 mil para desfazer o local do acidente e evitar a prisão em flagrante do motorista. Os PMs foram indiciados por corrupção passiva.

De acordo com a delegada Bárbara Lomba, a pena para o motorista Rafael Bussamra pode chegar a 34 anos de prisão, somando os crimes de homicídio doloso, corrupção ativa, fuga e fraude processual.

Postado por: Thatiane de Souza

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