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Justiça nega habeas corpus a babá suspeita de agredir menina de 2 anos

Justiça nega habeas corpus a babá suspeita de agredir menina de 2 anos

Atualizado: Sexta-feira, 15 Julho de 2011 as 2:38

O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ) negou o habeas corpus a babá suspeita de agredir uma menina de 2 anos. A decisão da desembargadora Katya Maria de Paula Menezes Monnera aconteceu na quinta-feira (14), mas a informação foi divulgada pela assessoria do TJ-RJ, nesta sexta-feira (15).

De acordo com o TJ-RJ, o juiz Rodrigo José Meano Brito, da 43ª Vara Criminal da capital, foi o responsável pela decretação da prisão temporária da suspeita pelo prazo de 30 dias e pela expedição do mandado de prisão na sexta-feira (8), quatro dias antes da prisão dela.

Segundo o juiz, os indícios de autoria e a materialidade estão demonstrados nos autos, através dos depoimentos prestados pelos pais da vítima, e também pelas fotografias e o vídeo com imagens da agressão contra a criança.

Menina está mudada

Em depoimento ao delegado Fábio Corsino, da Delegacia da Crianças e do Adolescente Vítima (Dcav), a empregada doméstica que denunciou a babá suspeita afirmou que percebeu mudanças no comportamento da criança .

Ela foi à delegacia na noite desta quinta-feira (14). O delegado informou que a empregada voltou a trabalhar na residência da menina como folguista após ter pedido demissão na época da denúncia. Segundo Fábio Corsino, a doméstica confirmou ter assistido as agressões e disse que elas eram diárias. Para finalizar o inquérito, além de examinar todas as imagens das câmeras instaladas na casa, ele pretende ouvir três ex-patroas da babá.

A doméstica havia pedido demissão oito dias após iniciar o trabalho na casa da família, em junho, pois não concordava com as atitudes da babá. Foi a empregada que relatou para a mãe da criança que a pequena estava sofrendo agressões. De acordo com o delegado, a testemunha afirmou no depoimento que foi a partir desta denúncia que a mãe passou a prestar mais atenção às câmeras, já instaladas no imóvel. Ela disse ainda que chegou a ter uma discussão com a babá, no dia em que fez o relato à patroa, pois a suposta agressora negava as acusações. Caso as denúncias sejam confirmadas, ele disse que pedirá a prisão preventiva da babá.

"Estou analisando cuidadosamente mais materiais, mais imagens, e pretendo juntar esse relatório com a avaliação psicológica que a menina está sendo submetida", afirmou o delegado.

Babá afirma que dava beliscões

A babá confessou à polícia que puxava o cabelo e dava beliscões nela, mas que só fazia isso como forma de educá-la. O conteúno do depoimento foi divulgado na quinta-feira (14).

No depoimento que prestou na terça-feira (12), quando foi presa no apartamento da Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio, onde trabalhou, ela conta que a menina era muito mimada e que há cerca de dois meses, quando nasceu seu irmão, ela ficou pior. Foi quando, segundo contou na delegacia, resolveu educá-la como se fosse filha dela.

No depoimento de uma página, ela explica que começou a trabalhar com a família da menina quando ela tinha dois meses, em agosto de 2009, e que já tinha trabalhado como babá em outras três casas, mantendo ainda hoje contato com as ex-patroas. A babá ganhava cerca de R$ 2.500 por mês para cuidar da criança.

O delegado conta que nas imagens das câmaras há cenas da babá arrastando o sofá para fazer uma barreira e não ser filmada e aí poder bater na criança. Segundo o delegado, a mãe da criança chegou a ver essa cena, o que a levou a demitir a babá.

O delegado informou na terça-feira (12) que a babá será indiciada por tortura . No final da tarde de terça, a babá foi encaminhada para a penitenciária de Bangu 8, na Zona Oeste do Rio. O delegado explica que a pena para o crime de tortura pode variar de 2 a 8 anos de prisão. Em casos em que a vítima é uma criança, a detenção pode aumentar para mais 1/6 a 1/3 da pena.        

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