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Justiça nega recurso sobre proibição de 'guerra de espadas' na Bahia

Justiça nega recurso sobre proibição de 'guerra de espadas' na Bahia

Atualizado: Quinta-feira, 23 Junho de 2011 as 1:43

'Guerra de espadas' é tradição em Cruz das Almas

(Foto: Reprodução/TV Bahia)

  A Justiça mantém a proibição da “guerra de espadas” durante o São João, na cidade de Cruz das Almas, a 145 km de Salvador. O recurso da prefeitura foi negado na quarta-feira (22) pelo Tribunal de Justiça.

A decisão é definitiva, pois não cabe mais recurso. A juíza Luciana Amorim, da comarca de Cruz das Almas, acatou a ação do Ministério Público Estadual que pediu a proibição da guerra de espadas, no dia 16 de junho.

Proibição

A juíza Luciana Amorin, titular do Tribunal de Justiça no município aceitou a ação movida pelo Ministério Público da Bahia, pedindo o cancelamento da "guerra" que era autorizada pela prefeitura nos dias 23 e 24 de junho, durante os festejos juninos, em quatro em locais específicos da cidade.

O MP alega que a guerra de espadas, embora seja tradicional, anualmente causa danos à integridade física de pessoas que participam da festa de São João em Cruz das Almas.

Assim que foi notificada da proibição, a prefeitura de Cruz das Almas entrou com recurso para contra argumentar a decisão da justiça  alegando, além da tradição, que a queima de espadas e a fabricação dos fogos de artifício foram disciplinados na cidade.     O prefeito do município, Orlando Peixoto, disse que recebeu a notícia com surpresa e lamentou que a decisão tenha sido tomada a sete dias do início da festa.  De acordo com o prefeito, os prejuízos serão grandes, tanto para quem fabrica as espadas quanto para a comunidade que se envolve na festa. Para ele, a 'guerra de espadas', além de ser tradição, tem uma delimitação.

Fiscalização

O comandante da Polícia Militar de Cruz das Almas, Major David Lanzilloti, disse que encaminhou um ofício ao comando da PM, em Salvador, informando da decisão judicial que proíbe a guerra de espadas na cidade.

Lanzilloti disse que, em princípio, será mantida a mesma estrutura de policiamento na cidade, com 300 policiais do Batalhão de Cruz das Almas e mais 100 homens de fora. O major informou que a orientação é que a PM cumpra a decisão da justiça.          

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