Justiça prorroga prisões temporárias de Marcos Valério e Rogério Tolentino

Justiça prorroga prisões temporárias de Marcos Valério e Rogério Tolentino

Atualizado: Quarta-feira, 15 Outubro de 2008 as 12

Justiça prorroga prisões temporárias de Marcos Valério e Rogério Tolentino

A juíza Paula Mantovani Avelino, da 1ª Vara Federal Criminal em São Paulo, aceitou nesta terça-feira, dia 14 de outubro, o pedido feito pela Polícia Federal e prorrogou as prisões temporárias de Marcos Valério e de seu sócio Rogério Tolentino por mais cinco dias. Valério e Tolentino foram presos na última sexta-feira, dia 10 de outubro, pela Polícia Federal durante a Operação Avalanche, que investiga três núcleos criminosos de atuação: o de extorsão, o de fraude fiscal e o de espionagem.

Segundo a Polícia Federal, Marcos Valério e seu sócio faziam parte do terceiro núcleo e teriam montado um grupo composto por advogados e policiais para tentar desmoralizar dois fiscais que haviam autuado a Cervejaria Petrópolis em mais de R$ 104 milhões.

Na segunda-feira, dia 13 de outubro, a Polícia Federal pediu a prorrogação da prisão temporária de ambos, alegando que novos materiais foram apreendidos em seus locais de trabalho. Como eles já haviam sido interrogados, a Polícia Federal manifestou a intenção de tomar novos depoimentos com os dois investigados para contrapô-los sobre o novo material apreendido.

Também foi aceito pela juíza o pedido de prorrogação de prisão temporária da advogada Eloá Leonor da Cunha Veloso, que ainda não foi interrogada pela Polícia Federal por problemas de saúde.

De acordo com a juíza, as demais pessoas que foram presas temporariamente na Operação Avalanche deverão ser colocadas em liberdade assim que o prazo de prisão for vencido.

Já a denúncia feita pelo Ministério Público Federal (MPF) em São Paulo contra dois policiais presos na operação foi negada pela juíza e, por sua determinação, a análise dela será adiada até o término das investigações.

De acordo com a juíza, a denúncia oferecida pelo MPF contra o agente da Polícia Federal Francisco Pellicel Júnior e o investigador da Polícia Civil Edisom Alves Cruz, "é prematura" neste momento, uma vez que a Justiça ainda não teve acesso ao teor dos interrogatórios e ao conteúdo do material apreendido pela Polícia Federal.

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