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Kassab nega interferência na eleição para presidência da Câmara de SP

Kassab nega interferência na eleição para presidência da Câmara de SP

Atualizado: Quinta-feira, 16 Dezembro de 2010 as 5:13

Um dia após a eleição do vereador José Police Neto (PSDB), líder do governo na Câmara Municipal, para a presidência da Casa, o prefeito Gilberto Kassab negou nesta quinta-feira (16) ter interferido na votação em favor do vencedor. Vereadores que fazem parte do chamado Centrão, que saiu derrotado na disputa, alegam que o apoio de Kassab foi fundamental para a eleição de Police Neto.

“Eu pessoalmente não me envolvi, não houve interferência. O que eu fiz foi uma manifestação pública, não de apoio, mas de simpatia pela vitória do vereador Netinho [Police Neto], que é o líder do governo, mas de maneira alguma desmerecendo a candidatura do vereador Milton Leite”, disse o prefeito durante inauguração de uma Unidade Básica de Saúde (UBS) em Marsilac, extremo sul da capital paulista.

A eleição da Mesa Diretora foi marcada por protestos de partidos que compõem o Centrão em relação à indicação de posicionamento a seus vereadores – principalmente ao PMDB, que indicou como candidato do partido Police Neto, para descontentamento de Milton Leite (DEM), o outro candidato. Também houve reclamação em relação ao apoio de Kassab ao candidato vencedor, em detrimento ao vereador concorrente de seu próprio partido.   O prefeito também negou nesta quinta-feira uma possível diminuição da independência da Câmara em relação ao Executivo com a eleição do líder do governo. “É evidente que não”, disse ele. Kassab ainda afirmou que só irá definir qual vereador será o novo líder do governo na Câmara no ano que vem.

Orçamento

O prefeito também comentou a aprovação do projeto de lei 444/2010, que trata do Orçamento de 2011, prevendo receitas e despesas de R$ 35,6 bilhões – valor um pouco maior do que o encaminhado pela Prefeitura. Foram 38 votos a favor e 14 contra, sem abstenções.

“Essa pequena alteração que a Câmara fez é compatível com o orçamento encaminhado pela Prefeitura, até porque o Parlamento entendeu que poderá haver uma receita adicional ao longo do ano. Os técnicos da Câmara avaliaram que poderá ter uma receita adicional, que a economia melhorou. Caso isso aconteça evidentemente vamos cumprir o orçamento. Caso isso não aconteça, bastará cortar as despesas adicionadas”, explicou Kassab.

O Orçamento de 2011 prevê despesas de R$ 453 milhões com a Câmara de São Paulo, R$ 6,9 bilhões na Secretaria Municipal de Educação, R$ 5,1 bilhões na Secretaria Municipal de Saúde e R$ 1,2 bilhão na Secretaria Municipal de Transportes.

A Subprefeitura de M'Boi Mirim, na Zona Sul da cidade, tem a maior previsão de recursos (R$ 66 milhões), seguida de Itaquera, Capela do Socorro e Sé (R$ 53 milhões cada uma). A Subprefeitura de Cidade Tiradentes é a que aparece com menos recursos entre as 31 unidades listadas (R$ 23 milhões). Algumas das necessidades das subprefeituras são suportadas pela Secretaria das Subprefeituras, que tem orçamento de R$ 696 milhões.    

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