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Lagoa Rodrigo de Freitas será dragada para evitar que peixes voltem a morrer

Lagoa Rodrigo de Freitas será dragada para evitar que peixes voltem a morrer

Atualizado: Quinta-feira, 24 Fevereiro de 2011 as 8:46

Em período de muito calor e pouca chuva, focos de incêndios não são o único problema ambiental do Rio de Janeiro neste verão. A lagoa Rodrigo de Freitas, uma das paisagens turísticas da zona sul da capital, também requer atenção especial dos órgãos públicos. Com isso, a SEA (Secretaria Estadual de Ambiente) resolveu dragá-la para evitar problemas como a morte de plantas e animais.

Nos últimos dias do mês de fevereiro e início de março do ano passado, foram recolhidos da lagoa 86,8 toneladas de peixes mortos. Para evitar a repetição desse desastre, de acordo com o secretário estadual do Ambiente, Carlos Minc, a dragagem será importante para aumentar a circulação de oxigênio dissolvido na água.

- A meta é fazer a dragagem na lagoa e no rio dos Macacos ainda no primeiro semestre. Também planejamos resolver a situação do lixo que vem da Rocinha e do Horto. Desde o ano passado, as oito elevatórias no entorno da lagoa foram modernizadas e foi criado um canal para interceptar o esgoto que chega ao ponto turístico. Também foi implantado um sistema automático para monitorar todas as entradas de água.

Chuvas demais também atrapalham Em 2010, a secretaria chegou a conclusão que a morte dos peixes foi provocada pela proliferação de uma alga - a "chrysochromulina" -, que libera uma toxina. Este gênero se formou no local por causa do grande volume de chuva registrado no mês de fevereiro.

Estudos do Grupo de Apoio Técnico do Ministério Público também apontaram intervenções necessárias para a melhora do ambiente, como comportas para a renovação de águas da lagoa, a dragagem e o monitoramento das águas. Além de claro, evitar o lançamento de esgotos na região.    

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