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Lanches em escolas devem suprir necessidades nutricionais, diz lei

Lanches em escolas devem suprir necessidades nutricionais, diz lei

Atualizado: Quinta-feira, 29 Setembro de 2011 as 11:30

Depois que quase 200 crianças passaram mal em uma escola municipal de Campo Grande , com suspeita de intoxicação alimentar, o Bom Dia MS mostra como deve ser a alimentação dos alunos, de acordo com lei. Uma nutricionista fala se as necessidades da criança são supridas com o que a legislação prevê.

Salsicha e ovo foram retirados do cardápio da rede municipal de ensino. Em uma escola, o lanche da quarta-feira (28) teve apenas pão, manteiga e leite com achocolatado. "Todo dia é gostoso o lanche", conta o aluno Thiago de Oliveira, de sete anos.   O fornecimento de merenda na rede pública precisa atender as exigências do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação. Uma lei federal estabelece que a merenda precisa atender a 30% das necessidades diárias de uma criança. Em Campo Grande, um cardápio é elaborado mensalmente para todas as escolas visando atender a legislação.

Com base na lista, uma vez por mês a escola recebe os alimentos encaminhados pela prefeitura, que também precisa monitorar a qualidade da manipulação dos produtos.

O superintendente de abastecimento alimentar do município, Danilo Figolino, mostra o relatório da última vistoria feita na escola Iracema Maria Vicente, onde as crianças passaram mal. Ele admite que foram encontradas irregularidades, principalmente no armazenamento.

"Foi encontrado no dia 12 de setembro que as prateleiras estavam um pouco empoeiradas. A supervisão anotou isso e fez a limpeza, mostrando às merendeiras sobre o procedimento correto. Eles solicitaram a etiquetagem das prateleiras", explica Figolino.

Cada refeição individual custa aos cofres públicos R$ 0,55, dos quais R$ 0,30 são pagos pelo governo federal e R$ 0,25 pelo município. Nas escolas de período integral, a exigência em relação a qualidade nutricional é maior. A refeição precisa atender a 70% das necessidades diárias das crianças.

Para a nutricionista Simone Caccia, é difícil suprir as necessidades alimentares com R$ 0,55 ao dia. "Você consegue suprir a fome da criança, mas nem sempre as necessidades nutricionais", afirma. Já para Figolino, a qualidade não é comprometida por conta dos recursos. "Isso nos dá as condições de atendermos aquele mínimo que a legislação determina", diz o superintendente alimentar do município.          

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