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Laudo conclui falha em sistema de trava de brinquedo de parque na Barra

Laudo conclui falha em sistema de trava de brinquedo de parque na Barra

Atualizado: Terça-feira, 10 Agosto de 2010 as 4:12

O laudo final da investigação sobre a morte da ajudante de cozinha Heydiara Lemos Ribeiro, de 61 anos, no dia 19 de junho , após cair de uma montanha-russa do Parque Terra Encantada, na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio, concluiu que houve falha no sistema de travas do brinquedo.

Com a conclusão, a polícia reforça o indiciamento por homicídio culposo do diretor operacional e do engenheiro responsável pelo parque Terra Encantada.

O G1 tentou entrar em contato com a direção do Parque Terra Encantada, na tarde desta terça-feira (10), mas a ligação é atendida por uma mensagem eletrônica, informando apenas que "por motivo de força maior, não estamos em funcionamento".

Inquérito foi enviado ao MP do Rio

De acordo com o delegado Rafael Willis, titular da 16ª DP (Barra da Tijuca), o laudo foi anexado ao inquérito e enviado ao Ministério Público do Rio na sexta-feira (6). "O laudo mostra que há cerca de quatro meses, houve falha no sistema de travas em outra montanha-russa. Mas na ocasião, ninguém se feriu", revelou o delegado. "Isso prova que há total falta de conservação e manutenção dos brinquedos do parque", concluiu Willis, acrescentando que o Terra Encantada permanece interditado. O delegado decidiu indiciar o diretor operacional do parque, Marcos Vinicius Gomes dos Santos, e o engenheiro responsável, Alen Sandeuscristo Simplício, após ouvir a operadora do brinquedo, Amanda da Silva Lima Santos. “As informações dela foram fundamentais para o inquérito”, afirmou Willis, no final de junho.

Durante a investigação, a polícia ouviu ainda o engenheiro Luís André Moreira Alves, coordenador técnico da Defesa Civil municipal, para prestar esclarecimentos sobre uma denúncia feira por um ex-funcionário do parque que pediu demissão, e encaminhou um relatório ao órgão revelando falhas na manutenção dos equipamentos.

Em junho, outras denúncias, reveladas pelo Ministério Público, também alertavam para os riscos dos equipamentos . Elas foram encaminhadas ao Ministério Público, Defesa Civil, Corpo de Bombeiros, à Comissão de Defesa do Consumidor da Assembleia Legislativa (Alerj) e ao Conselho Regional de Engenharia (Crea-RJ). “O acidente reforçou a convicção de que existem graves falhas na prestação do serviço. Em virtude disto, o inquérito está sendo instaurado para apurar as devidas responsabilidades”, justificou o promotor de Justiça Carlos Andresano Moreira, titular da 3ª Promotoria de Justiça de Defesa do Consumidor e do Contribuinte da capital, na época.

Postado por: Thatiane de Souza

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