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Laudo da reconstituição da blitz de juiz baleado no Rio fica pronto em 10 dias

Laudo da reconstituição da blitz de juiz baleado no Rio fica pronto em 10 dias

Atualizado: Quinta-feira, 4 Novembro de 2010 as 8:24

O laudo da reconstituição da blitz em que o juiz Marcelo Alexandrino da Costa Santos, seu filho, de 11 anos, e a enteada, de 8 anos, foram baleados deve ficar pronto em dez dias, segundo Sérgio Henriques, diretor do Departamento Geral de Polícia Técnico Científico (DGPTC). O documento, que será encaminhado à Corregedoria da Polícia Civil do Rio, terá informações como as condições da iluminação no local da blitz e a posição exata de todos os policiais no momento em que foram feitos os disparos.

A reconstituição, que começou por volta das 22h de quarta-feira (3), durou pouco mais de três horas. Um trecho da Estrada dos Três Rios, em Jacarepaguá, na Zona Oeste, foi interditado. Os dois policiais que estão presos acusados de terem feito os disparos não participaram do ato por opção da defesa.

Juiz ajudou trabalhos

O juiz Marcelo Alexandrino esteve presente e foi o primeiro a ser ouvido pelos peritos do Instituto de Criminalística Carlos Éboli (ICCE). O juiz deu detalhes da noite em que ele foi baleado por engano ao fugir de uma blitz da Polícia Civil pensando que era um assalto.

“Nós tínhamos pessoas à frente vestidas de preto, portando armas longas. Então nós percebemos que se tratava de um assalto ou pelo menos de um arrastão, porque havia um carro vermelho lá na frente, que não era uma viatura”, contou o magistrado.

Marcelo Alexandrino não ficou para acompanhar o relato de outra testemunha. Um dos disparos acertou o carro de Jader Abdala, que disse não ter conseguido identificar se os homens armados eram ou não policiais.

“Eu pensei que fosse um arrastão, porque nós não vimos nenhuma viatura. Não dava para saber se era polícia ou ladrão. Estava na mesma direção do carro do juiz. Ele deu ré e fez a volta na minha frente. Eu cruzei a pista no sentido contrário do dele e viemos nós dois. Quando  viramos para a polícia, fomos alvejados”, disse Abdala, lembrando que foram feitos muitos disparos.

Perícia

Quatro policiais que faziam a blitz foram os últimos a contar a versão sobre o que teria acontecido. Os peritos fizeram medições e usaram as mesmas armas da noite da blitz. Um laser foi usado para indicar a direção dos tiros.

Os peritos fazem medições para comparar as duas versões: do juiz e a dos policiais que dizem houve troca de tiros com criminosos. No entanto, o exame de balística já comprovou que as balas partiram mesmo das armas dos agentes.

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