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Líder do PSDB anuncia que mais 3 assinarão pedido de CPI de Palocci

Líder do PSDB anuncia que mais 3 assinarão pedido de CPI de Palocci

Atualizado: Terça-feira, 7 Junho de 2011 as 3:30

O líder do PSDB no Senado, Alvaro Dias (PR), afirmou nesta terça (7) que mais três senadores se comprometeram a assinar o requerimento de abertura de uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) para investigar a evolução patrimonial do ministro-chefe da Casa Civil, Antonio Palocci.     Segundo reportagem do jornal "Folha de S.Paulo", entre 2006 e 2010, Palocci ampliou em 20 vezes seu patrimônio a partir de atividades de consultoria de sua empresa, a Projeto.

De acordo com Alvaro Dias, os senadores Pedro Simon (PMDB-RS), Pedro Taques (PDT-MT) e Cristovam Buarque (PDT-DF) decidiram assinar a CPI depois que o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, anunciou, nesta segunda (6), o arquivamento dos pedidos de investigação sobre o enriquecimento de Palocci, protocolados pela oposição.

“Os senadores Pedro Taques e Cristovam Buarque me disseram que irão assinar a CPI ainda nesta terça. O senador Pedro Simon deve assinar nesta quarta”, afirmou Dias.

A assessoria de Cristovam Buarque informou que, se o ministro Palocci não der explicações adicionais, o senador deve assinar o requerimento nesta quarta. A assessoria do senador Pedro Simon confirmou que ele assinará o requerimento. A assessoria do senador Pedro Taques confirmou que ele assinou o requerimento.

Segundo o líder do PSDB, Simon vai assinar a CPI na quarta (8) porque quer esperar a análise do requerimento de convocação do chefe da Casa Civil na Comissão de Constituição e Justiça da Casa. Simon foi um dos senadores que defenderam no plenário do Senado o afastamento de Palocci do comando da Casa Civil.

O requerimento da oposição conta com 11 assinaturas do PSDB, quatro do DEM, duas do PSOL, duas do PMDB e uma do PP, partido da base do governo - nesta segunda (6), a  senadora Ana Amélia Lemos (PP-RS) decidiu assinar o requerimento.

Se os três senadores anunciados por Alvaro Dias aderirem, a CPI do caso Palocci passará a ter 24 das 27 assinaturas exigidas para a abertura de uma investigação no Senado.

O requerimento da CPI ainda conta com a assinatura do senador Clésio Andrade (PR-MG), que afirmou que retirará a adesão por estar convencido da lisura das atividades de consultoria de Palocci.

O líder do PSDB afirmou nesta terça, no entanto, que a assinatura de Andrade permanece no requerimento. “Não risquei a assinatura do Clésio. Ela continua lá no requerimento. Quero que ele vá riscar a assinatura”, disse Dias.

Ao G1 , o senador do PR de Minas Gerais afirmou que a decisão da PGR de arquivar o caso fez com que ele abandonasse de vez a intenção de apoiar uma CPI.

“Hoje, não assinaria mais a CPI, não. Não vejo mais como relevante a investigação em função da decisão do procurado de arquivar o caso na PGR”, argumentou Andrade.

Além das 23 assinaturas, a oposição conta com a adesão do ex-presidente da República e senador Itamar Franco (PPS-MG), que está licenciado da Casa por problemas de saúde.

Ainda na noite desta segunda (6), pouco depois de Gurgel anunciar o arquivamento das investigações contra Palocci, o senador Pedro Taques criticou a decisão do procurador-geral: “Não se pode condenar sem provas. Igualmente, não se pode decretar a absolvição de quem quer que seja sem investigar. Os indícios são fortes.”

Para abrir uma CPI mista, seriam necessárias 27 assinaturas no Senado e 171 na Câmara. Como a dificuldade dos deputados da oposição para convencer os colegas a apoiar uma investigação contra Palocci é maior, o líder do PSDB no Senado já cogita a abertura de uma CPI apenas no Senado. Na Câmara, a oposição teria cerca de cem assinaturas colhidas.

Representação

Embora descontente com a decisão de Gurgel de arquivar os pedidos de investigação sobre Palocci, o líder do PSDB no Senado afirmou que a oposição vai protocolar novo pedido de investigação na Procuradoria Geral da República.

O pedido será para que Palocci seja investigado por alugar um apartamento em São Paulo registrado, segundo reportagem da revista "Veja", em nome de uma empresa cujo principal sócio seria um "laranja".          

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