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Líder tucano diz que nova violação de sigilo é ação 'absolutamente política'

Líder tucano diz que nova violação de sigilo é ação 'absolutamente política'

Atualizado: Quinta-feira, 9 Setembro de 2010 as 11:15

O presidente do PSDB, senador Sérgio Guerra, disse no final da tarde desta quarta-feira (8), em São Paulo, que a confirmação da violação do sigilo do genro de José Serra “desmoraliza” a explicação do PT de que os demais casos do gênero ocorridos no Receita Federal não tiveram motivação política.

Nesta quarta, o presidente do PT, José Eduardo Dutra , afirmou que o episódio é "caso de polícia" e e disse que processará os oposicionaistas que atribuírem ao partido responsabilidade sobre as violações de sigilo.

“A lógica contraria a teoria do fato aleatório. É uma ação absolutamente política na linha de outras que já foram feitas e sobre as quais a punição nunca se deu”, afirmou Sérgio Guerra. “Falar de coisa aleatória, de coisa que aconteceu acidentalmente ou que nasceu de um bandido ou de outro bandido é subestimar a inteligência de todo mundo”, completou.

“Há também bandidos políticos em grande quantidade e há aqueles que usam os bandidos em seus próprios interesses”, disse, para logo em seguida negar uma acusação direta ao presidente. “Eu não sou leviano para chamar o presidente da República do Brasil de bandido.”

Segundo ele, “as mãos que estão neste episódio” seriam as mesmas que, na campanha eleitoral de 2006, estavam envolvidas na tentativa de compra de um dossiê contra José Serra, que terminou na apreensão de uma quantia em dinheiro em um hotel em São Paulo. Discurso de Lula

Guerra concedeu entrevista coletiva para também rebater a fala do presidente Luiz Inácio Lula da Silva na noite de terça (7) durante o horário eleitoral da candidata do PT à Presidência, Dilma Rouseff. Ele classificou o discurso de Lula como "mentiroso e irresponsável". “Em vez de entrar no mérito da questão, ele faz comentários críticos à oposição”, afirmou.

Para ele, Lula assumiu a postura de se considerar acima das instituições. “Momentos de popularidade muitos já tiveram, aqui mesmo na América Latina, para comprometer lá adiante a democracia”, disse.

Ele refutou ainda eventuais desculpas para o caso baseadas em práticas já ocorridas na política. “Há sempre um argumento: eu faço, mas eles também já fizeram. Isso é argumento de bandido”, afirmou.

'Candidata fantasma'

O presidente do PSDB foi duro com Dilma. Ele chamou presidenciável petista de “envelope fechado”, “fraude” e “candidata fantasma”. “Ninguém sabe quem ela é”, definiu.

Guerra não anunciou novas medidas judiciais, mas disse que não vai “esfriar a luta" contra a quebra de sigilos. Afirmou que fatos novos estão surgindo a cada dia e outros ainda devem ser divulgados. “Não são apenas esses os citados que estão tendo os sigilos quebrados, são muitos. Nós não falamos deles nem vamos falar enquanto não tivermos provas.”

O tucano afirmou ainda que a eleição está ficando contaminada na sua legitimidade. “A democracia está ameaçada por essa gente que não respeita coisa nenhuma”, disse o presidente do PSDB. “Nós temos compromisso com o país, não queremos fazer política sem vergonha”, completou.

Postado por: Thatiane de Souza

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