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Lideranças do Baixo São Francisco discutem desenvolvimento regional

Lideranças do Baixo São Francisco discutem desenvolvimento regional

Atualizado: Sexta-feira, 21 Agosto de 2009 as 12

Melhorar a qualidade de vida das comunidades foi o principal foco dos debates promovidos durante a 'Conferência Territorial do Baixo São Francisco'. O evento foi realizado em Pacatuba, na quinta-feira (20), e contou com a presença dos delegados do Planejamento Participativo (PP), que juntos discutiram estratégias para o desenvolvimento da região. Atualmente o Baixo São Francisco conta com aproximadamente 123 mil habitantes.

Durante a conferência, os participantes apresentaram as práticas de sucesso de seus municípios, como também escolheram os cardápios do Território, aprenderam a elaborar projetos, participar de dinâmicas sobre Economia e ainda compartilharam idéias sobre o planejamento da Gestão Ambiental que deve ser adotada no Território.

Segundo Gilson Figueiredo, diretor do Sebrae, está sendo firmado um pacto de cooperação técnica com o Governo de Sergipe, Secretaria de Planejamento e outros parceiros. O objetivo é estabelecer um novo estágio de evolução dos capitais humano e social, baseado no aumento do nível de empreendedorismo, influenciando no processo de desenvolvimento dos municípios e da região, pelos caminhos do planejamento, inovação e gestão compartilhada.

''A Conferência vai ajudar na estruturação de um projeto efetivo de desenvolvimento. O Sebrae está identificando as potencialidades de cada município e junto com o Governo pretende incentivar o empreendedorismo nos segmentos de reconhecido potencial social, econômico e cultural, estabelecer parcerias estratégicas capazes de garantir o fortalecimento, visibilidade, viabilidade e sustentabilidade de processos de desenvolvimento local e regional. Queremos criar oportunidades de ocupação e renda a partir do aproveitamento dos potenciais econômicos e culturais locais e regionais, implantar a Lei Geral Municipal e contribuir para criação de ambiência favorável às compras governamentais, desoneração de tributos e desburocratização de processos e promover a identificação e criação de espaços alternativos capazes de dinamizar as atividades produtivas locais e regionais. Será um trabalho compartilhado'', enfatiza Gilson Figueiredo.

Com um valor estimado em pouco mais de R$ 1,7 milhão o ''Pacto de Cooperação para o Desenvolvimento'', prevê o desenvolvimento de metodologia social participativa e inclusiva, baseada nos aspectos culturais locais e regionais, criada e aperfeiçoada especialmente com o propósito de promover o desenvolvimento sustentável, por meio dos princípios da gestão compartilhada (construção coletiva e aprendizado prático). Formatado em módulos, o trabalho busca compreender e respeitar as necessidades e particularidades de cada contexto social potencializando o melhor das pessoas e do mundo ao seu entorno.

Para secretária do Planejamento, Lucia Falcon, essa parceria vem em um bom momento e também deve abranger as secretarias da Agricultura e Inclusão Social, aproveitando o conhecimento e estudos já realizados por cada setor. A ação é direcionada para os municípios que compõem o Baixo São Francisco, definido pelo planejamento territorial do governo do Estado, que são Canhoba, Amparo do São Francisco, Telha, Propriá, Cedro de São João, Malhada dos Bois, São Francisco, Muribeca, Japoatã, Santana do São Francisco, Neópolis, Pacatuba, Ilha das Flores e Brejo Grande.

Já a delegada do Planejamento Participativo (PP) de São Francisco, Maria Elizete Hora Santos, ressaltou que só com a união dos municípios e parceiros é que o cenário da região vai melhorar. ''O encontro foi muito bom e permitiu que conhecêssemos um pouco as peculiaridades dos 14 municípios da região, como as comidas típicas, cultura, artesanato e prioridades de cada comunidade do nosso território'', ressaltou Elizete. Opinião compartilhada pela prefeita de Pacatuba, Diva de Santana Melo, que declarou não vê a hora de tudo ser colocado em prática. ''A partir de agora vamos todos juntos rumo ao desenvolvimento'', disse Diva.

A realização da Conferência Territorial é uma ação do Governo de Sergipe e Secretaria de Planejamento, Habitação e Desenvolvimento Urbano (Seplan).

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