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Lixo em terreno gera protesto no Capão da Imbuia

Lixo em terreno gera protesto no Capão da Imbuia

Atualizado: Segunda-feira, 16 Agosto de 2010 as 9:51

Na extensão de uma quadra tem lixo por todos os cantos, o que atrai ratos e insetos e ainda gera focos de dengue. Catadores de material reciclável utilizam a área para separar o que recolhem pela cidade e lá permanecem, por vezes consumindo drogas e chegando ao ponto de atirar pedras nas casas próximas. Depois das 19h, mulheres são as principais vítimas de roubos violentos.

Apesar de parecer, não estamos falando de uma área onde vive a população na linha da miséria em Curitiba. O ponto onde se concentram todos estes problemas é cercado de comércios e grandes sobrados, e fica na Rua Pandiá Calógeras, no Capão da Imbuia, entre a Rua Professor Nivaldo Braga e a Rua Professora Olga Balster, e se estende até a Avenida Prefeito Maurício Fruet.

Juliane Amaral, moradora desta rua, já não sabe mais onde reclamar. "Tem um galpão que hoje virou lugar de lixo, é horrível e repleto de pixações, fora que é um lugar escuro", desabafa.

O vizinho dela, Manoel Ozil Portela, mora no local há 11 anos e também já fez várias reclamações á prefeitura. "As pessoas quebram os vidros e muros e ficam escondidas lá dentro", afirma. De acordo com ele, a presença do galpão, ao longo dos anos, desvalorizou os imóveis da região.

Uma senhora que não quis ser identificada também declarou sofrer com a sujeira do galpão. "O que nós queríamos mesmo é que fizessem alguma coisa para substituir este galpão", declara.

A área

O terreno é particular e há muitos anos abrigava uma cooperativa de Erva Mate. Depois que a cooperativa foi desativada, a área passou a abrigar o Varejão de Frutas e Verduras do Capão da Imbuia, administrado pela prefeitura de Curitiba.

A área utilizada pelo varejão ocupa apenas um pequeno espaço de toda a extensão do galpão e as vendas só funcionam nos finais de semana. "A nossa responsabilidade é o trecho do varejão, mas tentamos dar uma olhada no resto quando estamos aqui", conta Geraldo Mendes Ramos, auxiliar administrativo operacional do varejão.

De acordo com a assessoria de imprensa da prefeitura, o Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Curitiba (Ippuc) solicitou a desapropriação do terreno para utilidade pública em 2006, porque tinha interesse de mudar para lá o local do Terminal de Ônibus do Capão da Imbuia.

No ano seguinte, o proprietário do terreno entrou com uma liminar na Justiça que teve parecer negativo do Tribunal de Justiça recentemente. As negociações serão retomadas nos próximos dias.

Até lá, a prefeitura pode intimar o proprietário para que tome providências através de pedidos da população no telefone 156. Caso o proprietário não resolva o problema, poderá ser multado.

Postado por: Thatiane de Souza

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