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Londrina já admite epidemia em parte da cidade

Londrina já admite epidemia em parte da cidade

Atualizado: Quarta-feira, 9 Fevereiro de 2011 as 9:27

A saúde pública de Londrina, norte do Paraná, está em alerta com o crescente número de casos de dengue na cidade, principalmente na zona leste. Segundo as contas do município, já são 275 casos confirmados da doença e 1.770 suspeitas. Para agilizar o trabalho de prevenção e controle da enfermidade, foi criada ontem (7) uma sala de situação, que vai controlar os dados sobre a dengue. Até o momento, foram registrados três óbitos, que estão sendo estudados para confirmar se as mortes foram em decorrência da dengue.

De acordo com a diretora de epidemiologia da Secretaria Municipal da Saúde, Sandra Caldeira Melo, a sala vai permitir uma maior agilidade para apurar as notificações da doença. “As medidas para combater a dengue serão mais rápidas com o uso deste espaço. As informações serão geradas diariamente e iremos fazer um mapeamento das regiões que estão com mais casos da moléstia. Assim, poderemos tomar decisões mais imediatas e intensificar as ações em locais mais críticos”, revela.

Exceto pela região leste da cidade, a diretora conta que ainda não dá para considerar que Londrina está sob uma epidemia de dengue. Porém, ela não descarta esta possibilidade. “Estamos estudando todos os casos suspeitos da doença. Por enquanto, dá para considerar epidemia na parte leste da cidade. Os outros precisam de confirmação dos exames. Por hora, estamos em estado de alerta”, informa. Melo convoca os moradores a colaborarem no combate à dengue. Segundo ela, bastam cuidados simples para evitar o aumento da doença.

“Não adianta em nada a gente trabalhar duro se os principais interessados, os moradores, não colaborarem com a nossa luta. É importante que eles não deixem acumular água parada, cubram a caixa d’água, entre outras medidas. Desta forma, podemos vencer a doença”, afirma.

A sala de situação, que fica no prédio da Secretaria de Saúde, na Rua Atílio Otávio Bisatto, 480, vai funcionar de segunda a sexta-feira, das 8h às 18h. O espaço conta com dois computadores e servidores que farão análises dos dados levantados pelos agentes de endemias.    

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