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Lula continua fazendo campanha e deixará 'herança adversa', diz Serra

Lula continua fazendo campanha e deixará 'herança adversa', diz Serra

Atualizado: Quinta-feira, 25 Novembro de 2010 as 10:23

No retorno à cena política após a derrota no segundo turno das eleições presidenciais, o ex-governador de São Paulo José Serra (PSDB) disse que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva continua fazendo campanha e que deixará uma "herança adversa" para a presidente eleita, Dilma Rousseff. O Palácio do Planalto disse que não comentará as declarações do tucano.

"Estou realmente assombrado como um presidente da República que já está governando o Brasil continue fazendo campanha, que parece que o Lula sabe fazer: campanha e mentir. É o que ele mais sabe fazer na vida, aparentemente", afirmou.

Serra deu as declarações em Brasília, onde se reuniu com deputados federais e senadores do PSDB. Foi o primeiro compromisso político público dele após o segundo turno. Com o fim da campanha, Serra viajou para a Europa e voltou na semana passada.

"Em vez de estar trabalhando para criar melhores condições para sua sucessora, ele (Lula) continua fazendo campanha, continua fazendo absurdos como, por exemplo, esse projeto do trem-bala, que é uma das maiores fraudes em matéria de obras públicas que o Brasil já assistiu que eu espero que não se materialize", declarou, em entrevista após a reunião.

'Herança adversa'

Ele disse que o governo Lula deixará uma "herança adversa" para a presidente eleita, citando o que chamou de "cinco legados": maior taxa de juros do mundo, maior déficit em conta corrente do mundo, produção desacelerada, inflação "subindo sem parar" e alta carga tributária.

O tucano foi questionado sobre a tese de refundação do PSDB, que surgiu após o resultado das eleições, mas não quis falar sobre o assunto.

Encontro com tucanos

Segundo relatos de parlamentares presentes à reunião, no encontro, Serra agradeceu o apoio recebido pelos colegas de partido na campanha e falou sobre problemas do país como déficit nas contas públicas. A reunião aconteceu no gabinete da liderança do PSDB no Senado.

"Ele enfatizou importância de se manter a vigilância sobre as contas públicas, que estão mostrando sinais de problemas", contou o senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG). Ele disse que não foram discutidos temas específicos que podem voltar à pauta do Congresso, como uma possível tentativa de recriação da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF).

O líder do PSDB na Câmara dos Deputados, João Almeida (BA), disse que o ex-governador tucano se mostrou animado. "Ele estava muito energizado. Colocou a questão da unidade do partido, de o PSDB se organizar melhor, falou da situação do país, do câmbio, do déficit fiscal e dos projetos megalomaníacos do governo."

Por: Maria Angélica Oliveira

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