Lula diz que Senado vai aceitar Venezuela no Mercosul

Lula diz que Senado vai aceitar Venezuela no Mercosul

Atualizado: Terça-feira, 8 Dezembro de 2009 as 12

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta terça-feira que o Senado brasileiro aprovará o ingresso da Venezuela no Mercosul, em sessão marcada para amanhã (9).

A afirmação foi feita durante discurso na reunião de Cúpula do bloco econômico, que ocorre em Montevidéu. No Senado, porém, o projeto gera controvérsias e aguarda há mais de um mês para ser votado.

Na semana passada, os líderes partidários assumiram compromisso de apreciar a matéria nesta quarta-feira, No entanto, segundo o presidente da Casa, José Sarney (PMDB-AP), o acordo não trataria do mérito.

A declaração de Lula provocou risos na mesa da Cúpula por causa das várias vezes que a votação da pauta foi adiada no Senado. ''A adesão da Venezuela agrega escala e complementa nosso bloco'', disse aos presidentes dos países do Mercosul e da Venezuela, além de representantes dos demais países associados ao bloco.

O presidente também disse acreditar que o Mercosul precisa ter cada vez mais representatividade no cenário internacional.

''Temos todas as condições de ser um núcleo de integração e de desenvolvimento sustentável. Dispomos da maior reserva agrícola do mundo. Somos um dos principais polos mundiais de produção de veículos. Somos também uma potência energética em expansão, com tecnologias avançadas na área das energias limpas e renováveis''.

Lula disse que é preciso avançar em pontos como o fim da dupla cobrança da Tarifa Externa Comum e superar divergências conjunturais, para ''atacar de frente as assimetrias'' existentes entre os países do bloco.

O presidente ainda defendeu o aprimoramento do Fundo para a Convergência Estrutural do Mercosul e o fortalecimento institucional do bloco econômico, com a eleição direta para representantes do Parlamento do Mercosul e a criação do Instituto Social do Mercosul.

Lula ainda falou sobre a crise econômica internacional e disse que o Brasil reagiu bem à crise. ''Em 2010, vamos crescer pelo menos 5%. Reagimos à crise com mais produção, mais emprego, maior combate às desigualdades''.

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