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Lula diz ter certeza que seu sucessor irá fazer "muito mais"

Lula diz ter certeza que seu sucessor irá fazer "muito mais"

Atualizado: Sexta-feira, 7 Maio de 2010 as 8:04

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta quinta-feira ter ''certeza que quem vier [em seu lugar] vai fazer muito mais do que eu''. ''Sabe por quê? Porque o povo ficou esperto, o povo aprendeu a cobrar'', afirmou Lula.

Após a frase, uma claque de líderes políticos locais e de funcionários do governo estadual (que é petista) gritaram o nome de Dilma Rousseff, pré-candidata do PT à Presidência.

Falando para uma plateia em Tomé-Açu, no interior do Pará, Lula lembrou diversas vezes que está próximo de sair do cargo e que sabe que não fez ''tudo, porque a gente não consegue consertar em oito anos o que foi feito em 500 anos''.

Em crítica indireta à oposição, o presidente afirmou que depois de sua gestão ''ninguém vai para a televisão achar que pode contar uma mentira e que o povo vai acreditar''. ''Vai ter que provar que vai fazer.''

Lula foi à cidade participar da cerimônia de inauguração de um programa de incentivo à produção de óleo de dendê.

O projeto prevê investimento de mais de R$ 330 milhões em incentivos a pequenos agricultores e na construção de plantas industriais para o beneficiamento do biocombustível, pela Petrobrás.

Lula chamou o projeto de ''o começo de uma revolução'' na região, por possibilitar o nascimento de uma indústria que sirva de alternativa econômica à destruição da floresta.

Em sua primeira visita ao Pará depois do leilão da criticada hidrelétrica de Belo Monte, o presidente usou o mesmo argumento sobre a importância da industrialização para defender a construção da usina.

''As pessoas têm o direito de ser contra e a favor das coisas. Ao presidente da República, cabe compreender o seguinte: Belo Monte é importante para o desenvolvimento do Brasil? Belo Monte é importante para o desenvolvimento do Pará? Ou o Pará quer continuar a ser apenas exportador de minério?'', questionou o presidente.

Em relação às alianças eleitorais, Lula disse, em entrevista depois do discurso, que ''o ideal seria que a base [governista] estivesse unida em torno de um único candidato''. ''Se isso não for possível, vamos ter que encontrar um jeito para que as pessoas possam ter um palanque, possam ter dois palanques''.

No Pará, as negociações entre PT e PMDB não vingaram, e os dois partidos ainda não fecharam uma coligação para o pleito deste ano.

Por João Carlos Magalhães

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