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Lula pede aumento no ritmo de trabalho e que ministros descartem "invenções"

Lula pede aumento no ritmo de trabalho e que ministros descartem "invenções"

Atualizado: Terça-feira, 6 Abril de 2010 as 12

Na primeira reunião com o primeiro escalão do governo depois que dez ministros deixaram o Executivo para disputar as eleições de outubro, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva pediu nesta segunda-feira, dia 5, que nenhum dos novos integrantes do governo crie programas ou faça "invenções" em ano eleitoral.

Lula deu o recado de que deseja ver a conclusão das políticas elaboradas pelos antigos titulares das pastas, assim como o cumprimento de metas estabelecidas pelo governo federal.

O ministro Alexandre Padilha (Relações Institucionais) disse que o presidente não quer descontinuidade das políticas em curso, mas deseja o aumento no ritmo de trabalhos dos ministros.

"Os ministros vão trabalhar o dobro que os anteriores. O presidente deu um recado para os ministros que cada um deles tem nove meses de gestão, o tempo de gestação, o tempo dos ministros aproveitarem essa oportunidade de dar continuidade às políticas de governo", afirmou.

Ao fazer um relato da reunião ministerial, Padilha disse que o presidente foi claro ao afirmar que não deseja "invenções" dos novos integrantes do governo. "Não é para ninguém inventar nada este ano. Vários ministros eram secretários-executivos, todos conhecem a prioridade dos seus ministérios. O presidente quer que não haja descontinuidade das suas políticas."

Lula começou a reunião pedindo que cada um dos novos ministros se apresentasse, já que muitos dos antigos titulares das pastas ainda não conhecem os novos integrantes do primeiro escalão do governo. À vontade, vestido com camiseta vermelha, o presidente encerrou a reunião com o recado de que deseja que todos trabalhem ao máximo para o cumprimento das metas de cada pasta.

A substituta da ex-ministra Dilma Rousseff na Casa Civil, Erenice Guerra, reiterou o pedido de Lula para que todos os ministros sigam as recomendações da AGU (Advocacia Geral da União) no que diz respeito ao cumprimento da legislação eleitoral.

Ministros

Na semana passada, dez ministros deixaram o primeiro escalão para disputar as eleições de outubro. Deixaram o governo os ministros Dilma Rousseff (Casa Civil), Hélio Costa (Comunicações), Alfredo Nascimento (Transportes), Edson dos Santos (Igualdade Racial), Patrus Ananias (Desenvolvimento Social), Edson Lobão (Minas e Energia), Geddel Vieira Lima (Integração Nacional), José Pimentel (Previdência Social), Carlos Minc (Meio Ambiente) e Reinhold Stephanes (Agricultura).

A legislação eleitoral obriga ocupantes de cargos no Executivo a deixarem suas funções até o dia 3 de abril se forem disputar as urnas em outubro. Em fevereiro, Tarso Genro (Justiça) foi o primeiro ministro de Lula a deixar o governo por causa das eleições. Pré-candidato do PT ao governo do Rio Grande do Sul, Tarso foi substituído por Luiz Paulo Barreto.

Com a saída dos ministros-candidatos, sete foram substituídos por secretários-executivos. As exceções aconteceram no Desenvolvimento Social e na Agricultura. Irmã do chefe de gabinete do presidente Lula, Gilberto Carvalho, a assistente social Márcia Lopes assumiu o lugar de Patrus, que deixou o governo para disputar a indicação do PT para o governo de Minas Gerais.

Na Agricultura, assumiu a pasta o presidente da Conab (Companhia Nacional de Abastecimento), Wagner Rossi.

Por: Gabriela Guerreiro

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