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Mabel critica em discurso instalações da Câmara e pede TV aberta

Mabel critica em discurso instalações da Câmara e pede TV aberta

Atualizado: Quarta-feira, 2 Fevereiro de 2011 as 9:02

Candidato a presidente da Câmara, o deputado Sandro Mabel (PR-GO) criticou as instalações da Câmara no discurso que pronunciou para os colegas no plenário da Casa na tarde desta terça (1). Candidato avulso, Mabel não tem o apoio do próprio partido, o PR, que se aliou a Marco Maia, candidato do PT e do Palácio do Planalto.

"Os nossos gabinetes são uma vergonha. Temos condições de melhorar e infelizmente não melhoramos por falta de coragem de fazer. Meu pessoal costuma chamar de Carandiru o Anexo 3, de tanta falta de condições que tem ali. Os gabinetes são ruins também no anexo 4. A informática está ficando desatualizada, precisamos de investimentos, temos problemas que muitas vezes não conseguimos acessar o portal da Câmara porque ele está lotado de acesso", declarou.

Mabel também pregou a necessidade, segundo ele, de se implantar um canal de TV aberta da Câmara. "A nossa TV e a nossa rádio não se expande. Congresso Nacional e Câmara dos Deputados não é para ficar em TV fechada. Temos de mudar isso. Temos de abrir para os brasileiros e brasileiras. Temos de ter uma programação mais política dentro da TV Câmara, uma programação em que se converse de política", disse.

O deputado, que pediu no discurso o voto "silencioso" e "de coragem" dos deputados, disse não ter medo de vir a ser expulso do PR por ter contrariado a orientação do partido e ter lançado a candidatura avulsa.

"Eu não concordo com uma candidatura única. (...) Só eu sei da coragem que tive de ter para lutar por você, deputado, para fazer uma casa diferente. Eu gosto da nossa presidente Dilma, eu vou ajudá-la a construir um páis melhor, mas essa casa precisa ser independente", afirmou.

Mabel também reclamou do corte das emendas parlamentares (recursos que os deputados podem inscrever no Orçamento para obras nos estados). "Daqui para a frente, emenda não será contada nenhuma. Vamos exigir que todas as emendas sejam respeitadas. O nosso PAC são as emendas, e é nesse PAC que o Executivo tem de entender que não se pode cortar emenda nenhuma. Vamos cumprir todas as emendas individuais", disse.

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