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Mãe de aluna que agrediu colega quer transferência de escola

Mãe de aluna que agrediu colega quer transferência de escola

Atualizado: Sexta-feira, 19 Agosto de 2011 as 2:21

A Secretaria de Estado da Educação informou nesta sexta-feira (19) que a mãe da aluna que agrediu uma colega na Escola Estadual Professor Luiz Gonzaga Pinto e Silva, no Jardim São Luís, Zona Sul de São Paulo, procura um outro colégio para transferi-la. Após a briga, a agressora postou mensagens em uma rede social na internet.

As duas meninas não estão frequentando a escola, ainda segundo a secretaria. A agressora foi suspensa por três dias, mas já poderia ter retornado. A mãe dela, no entanto, decidiu procurar uma outra escola. A estudante agredida aguarda o início do atendimento psicológico oferecido pela secretaria para retornar aos estudos. A direção da escola informou que a jovem receberá todo o material de aula do período que ela esteve ausente.

O rosto da adolescente agredida, de 17 anos, ficou muito machucado, com várias marcas de socos e arranhões. A agressora tem a mesma idade. A briga aconteceu no corredor do colégio, no intervalo entre as aulas. As duas alunas estão na oitava série.     Segundo a vítima, ela apanhou porque não quis fazer a lição da colega. “Eu falei: ‘Não vou fazer essa lição’. Ela pegou e falou: ‘Está bom. você não vai fazer?’ Aí, na hora de trocar de aula, ela foi e começou a me bater”, contou.

Após a briga, a agressora postou mensagens em uma rede social na internet que denotavam orgulho em relação à atitude. “Tadinha mesmo. Tô até com dó. A cara dela tá horrível, horrível. Briguei com uma mina lá [...] teve até polícia na escola kkkkkkkkkkk”, escreveu a adolescente.

A mãe da garota agredida prestou queixa na delegacia. Ela disse que as duas filhas são vítimas constantes de provocações dos colegas. “A diretora disse que ia tomar providência. Nunca tomou. Algumas vezes ela chegou a me dizer: ‘Não posso fazer nada’”, disse a mãe. Segundo ela, a diretora propôs transferir as duas filhas de escola, mas a mãe se recusou por conta da proximidade do colégio em relação à sua casa. “Tem toda uma comodidade e as minhas filhas têm esse direito”, afirmou.

Segundo a psicanalista Vera Zimmermann, esse é um caso típico de bullying. De acordo com ela, as duas adolescentes envolvidas precisam passar por tratamento. “O agressor que se apresentou depois, não podendo refletir, sentir culpa, expressou uma patologia importante que tem que ser tratada e merece preocupação, talvez até mais que a outra que se mostrou frágil”, afirmou Vera.

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