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Mães de meninas suspeitas de furtos e roubos são transferidas em SP

Mães de meninas suspeitas de furtos e roubos são transferidas em SP

Atualizado: Sexta-feira, 12 Agosto de 2011 as 12:53

As quatro mulheres presas na noite desta quinta-feira (11) por abandono de incapaz – elas são mães das meninas suspeitas de praticarem furtos e roubos na Vila Mariana, Zona Sul de São Paulo – foram transferidas no fim da manhã desta sexta-feira (12). Elas saíram do 36º Distrito Policial, no Paraíso, seguiram para o Instituto Médico-Legal (IML) e de lá foram para o 97º DP, em Americanópolis. De lá, elas serão encaminhadas para o Centro de Detenção Provisória.

Na tarde desta quinta, sete meninas foram detidas pela Polícia Militar quando tentavam assaltar uma motorista na Vila Mariana. O Conselho Tutelar localizou quatro mães das adolescentes infratoras. As mulheres foram à delegacia buscar as filhas, mas ficaram presas. Ainda na delegacia, uma das meninas foi até o banheiro com a mãe. A reportagem da TV Globo gravou o que a mulher disse à filha. “Volta no mesmo local do crime, mas é besta mesmo, né!”.

Durante a transferência nesta manhã, as mães disseram apenas que não sabiam o que as filhas faziam. A polícia já identificou outras três mães e tem informações de onde elas moram. Elas serão procuradas, e podem responder por abandono. Os pais também serão procurados.     De acordo com a polícia, as prisões aconteceram por uma coincidência. Pelo Estatuto da Criança de do Adolescente, as crianças não poderiam ser levadas para a delegacia – mas elas foram flagradas na tentativa de furto no mesmo momento em que as mães foram localizadas.

Uma das mulheres presas vive no Jardim Maravilha, em Cidade Tiradentes, na Zona Leste. Ela tem sete filhos. Segundo a polícia, duas meninas fazem parte do grupo que assalta comerciantes na Vila Mariana. Uma de 13 anos foi apreendida nesta quinta.

Entre as meninas levadas para a delegacia, a mais velha tem 14 anos e a mais nova 10. As sete meninas já se envolveram em outras ocorrências, e a polícia chegou a apreender algumas delas. Mas elas sempre voltavam para as ruas, já que o Estatuto da Criança e do Adolescente não prevê a privação de liberdade para menores de 12 anos. Na quinta, elas chegaram a ser encaminhadas para a Fundação Casa, para a verificação de sua idade e histórico. Depois, foram para um abrigo.

O delegado responsável pela ocorrência, Márcio de Castro Nilsson, entendeu que as mães devem responder processo por abandono de incapaz. “Compete aos pais cuidar dessas crianças. Eu não tenho registro que essas mães procuraram as crianças. Então entendo que estão abandonadas. Se estão abandonadas, as mães estão em crime de abandono de incapaz”, disse.            

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