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Maia defende reforma política fatiada e é evasivo sobre mínimo

Maia defende reforma política fatiada e é evasivo sobre mínimo

Atualizado: Quarta-feira, 2 Fevereiro de 2011 as 2:43

Em sua primeira coletiva como presidente da Câmara, o deputado Marco Maia (PT-RS) defendeu uma reforma política fatiada. Em sua opinião, se o debate sobre o assunto for amplo, nada vai sair do papel. Ainda segundo ele, a discussão tem que ser iniciada imediatamente.

"Criamos uma grande expectativa de reforma política total e irrestrita, mas não nos demos conta que os pontos pequenos contribuem para mudar a estrutura política do Brasil. Se dissermos em ampla e irrestrita chegaremos no final de 2011 frustrados, pois não vamos conseguir responder a tudo. Prefiro dizer em um amplo debate e avançar no que for possível para fazer consenso", afirmou.

O primeiro embate a ser conduzido por Maia é a votação da MP (medida provisória) que define o salário mínimo.

Questionado sobre o assunto, o petista limitou-se a dizer que todos defendem que o valor continue crescendo e que o país tenha distribuição de renda. Não estabeleceu um prazo para votação da MP e disse que as demais pautas trabalhistas, como redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais e o fim do fator previdenciário, serão construdas ao longo do tempo.

CÓDIGO FLORESTAL

Maia confirmou que estará na pauta em breve é o Código Florestal, cujo debate será feito em fevereiro, para ser votado em março. Os trabalhos no plenário devem começar apenas na semana que vem, com mais de vinte medidas provisórias trancando a pauta.

O presidente, porém, já confirmou que vai adotar o entendimento de seu antecessor, de que as MPs só obstruem a pauta de sessões ordinárias, não das convocadas extraordinariamente.

Disse ainda que vai trabalhar para que a pauta seja construída principalmente em cima de propostas dos deputados. "Vamos trabalhar para construir uma agenda que seja do parlamento. Não estamos descartando a necessidade de votar matérias que vêm do Executivo, apenas vamos continuar fazendo um trabalho institucional, com independência e autonomia"

Maia afirmou que ainda não conversou com o governo sobre a construção de uma pauta para o Legislativo, "mas que vai trabalhar muito para votar o que interessa para a sociedade brasileira".

Eleito com um amplo apoio partidário, afirmou também que "continuará defendendo a proporcionalidade como sendo um instrumento de reforço da valorização do parlamento".

Por Maria Clara Cabral

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