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Maior carga horária favoreceu alunos novos na Prova SP, diz secretário

Maior carga horária favoreceu alunos novos na Prova SP, diz secretário

Atualizado: Terça-feira, 22 Março de 2011 as 3:35

O secretário municipal de Educação de São Paulo, Alexandre Schneider, disse que o maior tempo na escola dos alunos mais novos no processo de alfabetização explica os resultados da Prova São Paulo,  avaliação  usada para acompanhar o aprendizado dos alunos.

A prova mostrou que estudantes que fazem o ciclo 2 do ensino fundamental (equivalente ao período da 5ª a 8ª série) tiveram piora no desempenho em 2010 na comparação com 2009. Estudantes do ciclo 1 (1ª a 4ª série) tiveram melhora.     "Os mais velhos tiveram menos oportunidades que os menores", disse Schneider. "Os mais velhos quando foram alfabetizados, tinham quatro horas de aula por dia, sendo que atualmente os pequenos estudam cinco horas diárias. Além disso, 75 mil alunos mais velhos estudaram em escolas de lata e outros milhares em escolas de três turnos. "

Segundo a Secretaria Municipal de Educação , só fizeram a prova estudantes matriculados no sistema de ensino de 1ª a 8ª série. A prova, que usa o Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb), tem escala de 100 a 375. Alunos da 5ª série do ensino fundamental tiveram 175,1 em língua portuguesa contra 188,6 em 2009. A nota em matemática foi de 185,5 contra 191,1 em 2009. No 6ª série, a nota de português foi de 192,1 e em matemática de 199,1.     As notas melhoram pouco na 7ª série. A média foi de 202,1 em português ante 209,1 em 2009. Em matemática, foi de 208,5 contra 210,5 em 2009. Na 8ª série, a nota de português foi de 213,1 contra 229 em 2009 e de matemática foi de 220,3 contra 237,2 em 2009.

Nos primeiros anos do ensino fundamental, as notas subiram, com exceção de português na 4ª série. "Há três anos, apenas 60% das crianças eram alfabetizadas com apenas dois anos de estudo. Em pouco tempo a rede conseguiu alfabetizar mais as nossas crianças", diz o secretário Schneider.

Na 2ª série, a média de português passou de 144,9, em 2009, para 148,5 em 2010. Em matemática, foi de 140,8 para 146,1. Na 3ª série, a nota de português foi de 169,3 para 170,1. Em matemática, a média vai de 169,5 para 174,8. Na 4ª série, a nota de português caiu de 171,4 em 2010 para 161,2 em 2010. Em matemática, passou de 178,5 para 179,7.

Na prova de produção de texto, a nota mais baixa foi 3,7, dos alunos da 4ª série do programa PIC, que busca reforçar a aprendizagem de alunos que ainda não tenham domínio sobre o sistema alfabético de escrita. A escala vai de zero a dez. Os alunos da 4 série, em geral, tiveram 5,4. A nota mais alta foi da 3ª série, de 8,5. Segundo a secretaria, 77,3% das crianças estão alfabetizadas até a 2ª série e quase 90% na 3ª série.

A prova foi aplicada nos dias 10 e 11 de novembro de 2010, com questões objetivas de língua portuguesa e matemática e uma questão de produção de texto. Os testes de língua portuguesa, matemática e de produção de textos foram aplicados a todos os alunos do ensino fundamental, exceto os da 1ª série, e realizados por amostragem para os estudantes da 3ª série, 5ª série e do 7ª série.

Segundo a secretaria, a Prova São Paulo é um dos balizadores para o planejamento escolar. As 538 das 544 escolas que participaram da prova receberam os resultados.

Na última semana, o secretário Alexandre Schneider disse que a prefeitura irá instituir um programa de recuperação paralela neste ano, que começará com alunos do ciclo 2, que têm desempenho pior em avaliações. De acordo com o secretário, atualmente as escolas promovem atividades de reforço por conta própria a estudantes com mais dificuldades. “Hoje não tem padrão. Cada escola faz uma recuperação”, disse.      

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