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Mais 4 acusados vão a júri em MT por queimar assaltantes vivos

Mais 4 acusados vão a júri em MT por queimar assaltantes vivos

Atualizado: Segunda-feira, 24 Outubro de 2011 as 10:33

Mais quatro réus vão a júri popular nesta segunda-feira (24) por envolvimento no caso que ficou conhecido como “Chacina de Matupá, em que três assaltantes foram queimados vivos em praça pública, no ano de 1990, no município de Matupá, a 696 km de Cuiabá. No último dia 18, duas pessoas foram condenados pelo Tribunal do Júri da Comarca da cidade a cinco anos e quatro meses de reclusão, em regime inicial semi-aberto, e a quatro anos e oito meses de reclusão, em regime semi-aberto.

O TJMT informou que ainda não há previsão para o julgamento dele. O Tribunal de Justiça do Estado (TJMT) informou que outros três réus foram considerados inocentes pelo júri, devido a falta de provas contra eles. Durante a sentença, o promotor de justiça Danilo Pretti Vieira, leu uma carta enviada pela esposa de Osvaldo José Bachinan, uma das vítimas. Na carta, ela pede que seja feita justiça contra o crime. A mulher mora no Paraná, tem três filhos, e segundo o promotor, eles não queriam que ela viesse a Mato Grosso para acompanhar o júri por medo.   Até o momento, 13 dos 18 acusados foram julgados.As audiências foram divididas em quatro sessões pelo Tribunal de Júri. Na audiência realizada no dia 4 de outubro, os jurados absolveram dois dos réus. Apenas o acusado Valdemir Pereira Bueno, que admitiu ter jogado combustível nos assaltantes, foi condenado a oito anos de reclusão em regime inicialmente fechado.

Na segunda sessão, que ocorreu no dia 10 e durou 10h, cinco réus foram absolvidos. Já no dia 17, data da terceira sessão de julgamento, dois acusados foram condenados. Outro réu foi desmembrado. Segundo a Justiça, ele alegou que não foi intimado para o júri popular, e ainda não há previsão para o julgamento dele.

Morte

A chacina no ocorreu em 23 de novembro de 1990, quando Ivacir Garcia dos Santos, de 31 anos, Arci Garcia dos Santos, 28, e Osvaldo José Bachinan, 32, morreram após uma tentativa de assalto. Segundo a denúncia, eles teriam invadido uma residência e mantiveram duas mulheres reféns, por mais de 15 horas.

A Polícia Militar foi acionada e os assaltantes se renderam. No entanto, eles foram capturados pelos populares, levados até a praça pública, espancados e queimados. A ação foi registrada por um cinegrafista e as imagens repercutiram em todo o mundo.        

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