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Mais de 3.500 PMs vão reforçar a segurança para jogo em SP

Mais de 3.500 PMs vão reforçar a segurança para jogo em SP

Atualizado: Quinta-feira, 1 Dezembro de 2011 as 2:51

Estádio do Pacaembu será palco do jogo entre

Corinthians e Palmeiras neste domingo

(Foto: Arquivo/Agência Estado) Por ser considerado um clássico de alto risco pela Polícia Militar de São Paulo, o jogo entre Corinthians e Palmeiras, que ocorrerá na tarde de domingo (4) no Pacaembu, contará com o maior número de policiais neste ano para garantir a segurança de um evento de futebol na capital paulista. A maior preocupação da PM é um eventual confronto entre os rivais, antes, durante e após a partida que pode decidir o título do Campeonato Brasileiro de 2011.

Serão 3.500 policiais militares distribuídos dentro e fora do estádio, em ruas e corredores próximos, nos locais onde haverão concentração dos torcedores dos clubes rivais, estações de transportes de ônibus, trens e Metrô. Esse efetivo da PM será o mesmo que foi empregado recentemente no Grande Prêmio Brasil de Fórmula 1. A última etapa do campeonato mundial de automobilismo foi disputada no dia 27 em Interlagos, na Zona Sul.

“Diferentemente de outros eventos que aconteceram neste ano na capital, o evento de domingo será um jogo de alto risco por conta de dois fatores: excesso de público e a decisão do Brasileirão. Tem muito torcedor que não conseguiu ingresso. Isso é um fator que complica porque vai ter muita gente perto do estádio sem ingresso. E, além disso, qualquer resultado da partida vai causar comoção de 40 mil pessoas, seja de euforia ou frustração. Isso pode contagiar e multidão adotar posição de desordem”, afirmou nesta quinta-feira (1º) o tenente-coronel Carlos Celso Savioli, comandante do 2º Batalhão de Choque da PM, responsável pelo policiamento interno e externo de eventos esportivos, artísticos, culturais e religiosos no estado de São Paulo.

Segundo a PM, serão 38 mil ingressos destinados aos torcedores corintianos e 2 mil para os palmeirenses. Quem também está na disputa pelo título do Brasileiro é o Vasco, que vai enfrentar o rival Flamengo, também no domingo, mas no Rio de Janeiro. “Como esse é um jogo importante porque define o campeão e envolve torcidas antagônicas, como corintianos e palmeirenses, será feito policiamento em todas as estações de Metrô e rodoviárias que possam receber torcidas. O policiamento na cidade será feito para dar segurança às torcidas e à população. Por isso vamos contar com 3.500 policiais militares na capital. Será o maior efetivo do ano para um jogo de futebol”, disse o coronel Wellington Luiz Dorian Venezian, comandante de policiamento metropolitano 5, da área Oeste da capital.

Além do Batalhão de Choque da PM, a Polícia Civil também vai trabalhar dentro do Pacaembu. Investigadores da Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância (Decradi) vão se disfarçar de torcedores do Corinthians e Palmeiras para se infiltrar entre eles nas arquibancadas. O objetivo será identificar eventuais focos de conflitos e impedir alguma prática criminosa. Câmeras de segurança do próprio estádio ajudarão na identificação de suspeitos.

Quem for detido pela polícia no Pacaembu será levado para prestar esclarecimentos no Juizado Especial Criminal (Jecrim), lotado numa sala do estádio. Lá, o suspeito de crimes nos quais a punição é inferior a dois anos de prisão poderá ser responsabilizado. Ele será levado a um juiz que dará a sua condenação, geralmente convertida em prestações de serviço à comunidade.

Corintianos e palmeirenses serão escoltados pela PM para assistir a partida no estádio.

Integrantes da Gaviões da Fiel, Camisa 12, Pavilhão 9, Coringão Chop e Estopim da Fiel deixarão seus barracões, por volta das 13h de domingo, com o acompanhamento de policiais militares em carros, motos e até helicópteros da corporação em direção ao Pacaembu.

Os palmeirenses da Mancha Alviverde e da TUP também terão escolta policial. Eles se concentrarão perto do estádio do Parque Antarctica e caminharão até o portão 22, de visitantes, do Pacaembu.

Na revista da torcida em frente ao estádio, a PM não irá permitir a entrada de mastros de bandeiras, fogos de artifício, objetos pontiagudos (guarda-chuvas, etc) e garrafas de vidro.

O Choque contará com 300 policiais se revezando na segurança dentro e fora do estádio. Serão 240 policiais a pé, 30 de motos, e 30 em cavalos. Dez policiais com cães farão a segurança do campo para evitar invasões ao gramado.

“Quando há um distúrbio em ambiente aberto, fora do estádio, por exemplo, o verbo é dispersar, por isso usamos bombas de gás e balas de borracha. Quando o distúrbio é em ambiente interno, dentro do estádio, o verbo é conter. Nesse último caso, só teremos o uso dos cassetetes mesmo. Em outras palavras, a contenção é no braço”, disse o coronel Savioli, do Choque.        

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