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Mais policiais deixam assembleia da BA a acesso a prédios públicos é liberado

Mais policiais deixam assembleia da BA

Atualizado: Terça-feira, 7 Fevereiro de 2012 as 11:13

O clima é mais tranquilo na manhã desta terça-feira no Centro Administrativo da Bahia (CAB), em Salvador, onde funciona a Assembleia Legislativa do Estado e outros órgãos públicos. Durante a madrugada e a manhã, mais três manifestantes que ocupavam a assembleia deixaram o local. Não há informações se eles são policiais militares ou se apenas são ligados ao movimento.

Nesta manhã, no oitavo dia de greve dos policias militares, também foi liberado o acesso para funcionários que trabalham em outros órgãos públicos do CAB, que além da assembleia também abriga secretarias públicas e o Tribunal de Justiça da Bahia. O local foi fechado nesta segunda-feira após o início do confronto entre manifestantes e forças do Exército que patrulham a área. 

Comida para crianças

A Secretaria de Segurança Pública da Bahia autorizou nesta terça-feira a entrada de alimentos e material de higiene para quatro crianças que ainda estão dentro do prédio da Assembleia Legislativa do estado. No local, policiais militares em greve aguardam resultados das negociações com o governo.

De acordo com o chefe da Comunicação Social da 6ª Região Militar, tenente-coronel Márcio Cunha, a entrada de comida foi solicitada pela equipe de negociação da secretaria que está dentro do prédio. "Havia quatro crianças com fome e a secretaria autorizou a entrada de alimentos para essas crianças e material de higiene", destacou.

A saída de crianças do prédio começou na noite de ontem. Até a madrugada, oito crianças haviam deixado o prédio, sendo uma de colo, acompanhada de cinco adultos.

Em meio ao cerco montado em volta da Assembleia Legislativa, uma cena inusitada. Parentes dos policiais militares grevistas fizeram uma homenagem ao comandante das forças de segurança da Bahia, general Gonçalves Dias, que faz aniversário hoje.

Acampados em frente ao prédio, os parentes cantaram os parabéns para o general. O deputado baiano Sargento Isidoro, que é pastor, fez uma oração. O general se aproximou da grade que separa a tropa de 800 homens do Exército das famílias acampadas e agradeceu a homenagem.

Mortes e prejuízos

Do dia 31, quando a greve começou, até a manhã desta terça-feira, foram registrados mais de 100 homicídios em Salvador e região metropolitana. No mesmo período da semana anterior, o número de homicídios na região metropolitana foi de 52.

O Sindicato dos Lojistas do Estado da Bahia, estima um prejuízo de R$ 200 milhões. “É um prejuízo considerável para as empresas, porque onde abriu, movimento foi fraquíssimo”, afirmou Paulo Mota, presidente do Sindilojas.

A entidade colocou sua equipe jurídica à disposição dos donos de lojas que foram roubadas durante a greve, para que ingressem com ações contra o Estado de ressarcimento dos danos materiais.

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