Mão Santa defende reforma política para acabar com corrupção

Mão Santa defende reforma política para acabar com corrupção

Atualizado: Sexta-feira, 3 Dezembro de 2010 as 4:11

O senador Mão Santa (PSC-PI) defendeu a necessidade de reforma política para por fim a práticas como venda de votos e de apoio político partidário, sobretudo em pequenos partidos. Em pronunciamento no plenário nesta sexta-feira (3), após análise do que ocorreu no Piauí no último pleito, o parlamentar afirmou que "as últimas eleições foram a maior corrupção da história do Brasil e do mundo".

A reforma política não é votada, em sua opinião, porque há integrantes do Congresso Nacional que se valem dessas práticas corruptas de compra de eleitores e de candidatos.

Mão Santa defendeu também a instituição do voto distrital para que o eleitor possa conhecer melhor seus candidatos. Ele fez críticas ainda à chamada "indústria de liminar" que, conforme ressaltou, instalou-se no país para cassação de mandatos pela ação de inimigos políticos.

Violência

Como forma de contribuir para a redução da violência, Mão Santa defendeu também a aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 41/08, de autoria do senador Renan Calheiros (PMDB-AL), que fixa o piso salarial para as polícias. A proposição foi enviada pelo Senado à Câmara dos Deputados em dezembro de 2009.

Em sua avaliação, a recente operação conjunta das Forças Armadas, Polícia Militar e Batalhão de Operações Especiais do Rio de Janeiro, no Morro do Alemão, não passou de ação midiática para impressionar a população, pois a violência, frisou ele, continua em outros morros e regiões do país.

Para ele, a situação de violência e criminalidade que predomina no Brasil será a "herança maldita" que o governo de Luiz Inácio Lula da Silva deixará para a gestão de Dilma Rousseff.

Saúde

O senador também pediu a aprovação do Projeto de Lei do Senado (PLS) 140/2009, que fixa um piso salarial de R$ 7 mil para médicos. Mão Santa classificou como "vergonhosa" a remuneração recebida por esses profissionais, o que os obriga a ter vários empregos, os chamados "bicos", para conseguir sobreviver, como ressaltou.

A proposição, de autoria do senador Gilvam Borges (PMDB-AP), foi relatada por Mão Santa na Comissão de Assuntos Sociais (CAS), onde recebeu decisão terminativa. Com a interposição de recurso, entretanto, a proposta foi levada ao exame do Plenário e aguarda agora inclusão na Ordem do Dia.

O parlamentar pelo Piauí cobrou ainda a regulamentação da Emenda Constitucional 29, aprovada há 10 anos, que define percentuais mínimos de aplicação de recursos pela União, estados e municípios na área da saúde.

Professores

Mão Santa aplaudiu também a aprovação, pelo Congresso Nacional, em 2008, do piso salarial de R$ 950 para professores do ensino básico da rede pública e criticou ações na Justiça para tentar barrar a concessão da remuneração.

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