Marido não ameaçou suspeito de matar aluna no DF, diz família

Marido não ameaçou suspeito de matar aluna no DF, diz família

Atualizado: Quinta-feira, 6 Outubro de 2011 as 12:17

Silene, irmã de Suênia, nega que cunhado tenha

ameaçado professor (Foto: Vianey Bentes / TV Globo)

  Em depoimento à Polícia Civil do Distrito Federal, o professor universitário Rendrik Rodrigues, 35, suspeito de matar a aluna Suênia Souza Farias, 24, diz que foi ameaçado pelo marido da estudante, Hélio do Prado, no dia 17 de setembro, cerca de duas semanas antes do assassinato.

No depoimento, ele diz que “estaria amedrontado com a ameaça sofrida”, porque soube que Prado teria comprado uma arma em dezembro de 2010, período em que a estudante se afastou do marido e teve um relacionamento com o professor.

Para a irmã da estudante, Silene Farias, o depoimento é “absurdo”. “Não procede nada disso. Nunca, ele [ Prado] compraria uma arma para machucar alguém ”, disse. Silene disse que recebeu uma cópia do depoimento nesta quarta-feira (5) e que leu junto com o marido da irmã. Segundo ela, Prado prefere não falar com a imprensa.   “Ele me ligou e a gente conversou. Ele nega tudo e nós, da família, também negamos esse absurdo porque o conhecemos muito bem. É uma pessoa de bem, um homem de verdade, de caráter”, afirmou Silene.

No depoimento, Rodrigues conta que resolveu passar em frente ao prédio de Prado no dia 17 de setembro, por volta de 1h, após uma festa com os amigos. Ele queria ver se Suênia estava na casa do companheiro. No momento em que Rodrigues passava, o casal entrava na garagem, de acordo com o depoimento.

Rodrigues então teria ligado para Suênia. Sem resposta, ele discou o número de Prado, que teria atendido “de forma ríspida, alertando o interrogando que acertaria as contas com o mesmo na faculdade”, diz o texto.

No depoimento, Rodrigues afirmou ainda que, diante da suposta ameaça, teria pensado em pedir demissão “tamanha era sua preocupação com sua integridade física”, mas foi convencido por um colega a desistir.   Entenda o caso

Segundo a Polícia Civil, Rodrigues e Suênia teriam se conhecido no UniCEUB, onde ele lecionava e ela estudava. O relacionamento teria durado três meses, período em que ela estava separada do marido. Insatisfeito com o fim do namoro, o professor pediu na sexta-feira para conversar com a estudante, e os dois saíram de carro, de acordo com os policiais.

A polícia afirma também que Rodrigues disse em depoimento que alvejou a ex-namorada com três tiros. “Segundo a versão dele, foi no ímpeto, durante a discussão, que ele resolveu reagir dessa forma”, disse o delegado Ulysses Campos Neto.

Após o crime, Rodrigues levou o corpo até a Delegacia de Polícia de Recanto das Emas, na periferia do Distrito Federal, e se entregou.

Ele está preso no Complexo Penitenciário da Papuda e deve responder por homicídio duplamente qualificado (por motivo fútil e com impossibilidade de defesa da vítima) com pena de até 30 anos.

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