Marina defende plebiscito sobre legalização da maconha e aborto

Marina defende plebiscito sobre legalização da maconha e aborto

Atualizado: Terça-feira, 18 Maio de 2010 as 2:47

A pré-candidata do PV à Presidência, Marina Silva, participou nesta terça-feira (18) do Painel RBS, em Porto Alegre. Marina foi a terceira convidada na série de entrevistas com os pré-candidatos. A senadora reafirmou sua posição a favor do desenvolvimento sustentável e não fugiu de temas polêmicos. Ela disse ser contra o aborto e a legalização da maconha e propôs a realização de plebiscitos.

''Não sou favorável [à legalização da maconha]. Pessoas sérias são favoráveis porque acham que ajudaria a combater o tráfico de drogas. Mas, como não é uma decisão do Executivo, mas do Congresso, proponho um plebiscito para a sociedade decidir'', disse.

A senadora afirmou ainda ser contra o aborto, tema que ela classificou como de difícil solução. Ela afirmou que os contrários ao procedimento não podem ser chamados de fundamentalistas e os favoráveis não devem ser ''satanizados''.  ''Tem uma coisa que nos une, que é a falta de informação'', disse. Ela acredita que o melhor caminho para a discussão é um plebiscito. ''Proponho o debate democrático de um tema que não é fácil de ser enfrentado, na sociedade brasileira inclusive.

Marina foi entrevistada durante 1 hora e 30 minutos. Na conversa, ela foi questionada sobre temas polêmicos e também sobre suas propostas para o governo. Ela voltou a defender a manutenção do Bolsa-Família, mas com a inclusão de mais oportunidades para os atendidos.

Sobre o acordo com recente acordo intermediado entre Irã, Brasil e Turquia, a pré-candidata demonstrou pouco otimismo com o resultado da iniciativa. ''Primeiro eu torço para que seja verdade o acordo. No entanto, tenho a desconfiança'', disse. Para Marina, o governo brasileiro não deve ser criticado por dialogar em busca da paz, mas ela afirmou acreditar que o Irã use uma estratégia para ganhar tempo e ficar mais perto da sua ''tendência histórica'' de construção da bomba atômica.

Jaguatirica: unhas contra corrupção

A pré-candidata foi lembrada pelos entrevistadores da recente troca de mensagens no Twitter com o cartunista Maurício Ricardo, que disse que ela ficaria uma ''gata'' pelo fato de ter como pré-candidato a vice um empresário do ramo de cosméticos. Ela brincou e disse que achava melhor se comparar a uma jaguatirica.

''Se você olha uma jaguatirica, ela é tão doce, tão leve'', disse, complementando depois que o animal só arranha quando injustamente provocado. Ela brincou dizendo que suas unhas afiadas estão guardadas para serem usadas contra corrupção e contra falta de ética.  Ela disse ter se comparado a uma jaguatirica porque ela é ''pintadinha de natureza'' e pelo fato de que ela não pode usar cosméticos por questões de saúde.

Redução da jornada de trabalho

O tema que movimenta centrais sindicais recebeu apoio da pré-candidata. ''Sou favorável'', disse, sem esquecer de reafirmar que qualquer medida nesse sentido só deve avançar após uma discussão que permita não onerar empresários e que não privilegie uma parte dos trabalhadores enquanto uma grande massa segue sem carteira assinada. Ela aproveitou o tema para reafirmar que o Brasil precisa cuidar das grandes reformas: tributária, previdenciária e trabalhista.

Copa do Mundo

Questionada sobre o fato de o Brasil oferecer isenção fiscal para obras de estádios que receberão jogos da Copa, a pré-candidata afirmou ser favorável à medida. ''Os incentivos são necessários, mas precisam de contrapartida'', disse. Para ela, a Copa será um bom investimento para o país em todos os níveis.

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