Marina se emociona ao falar do PT e diz que não quer virar "bonsai" no Senado

Marina se emociona ao falar do PT e diz que não quer virar "bonsai" no Senado

Atualizado: Quarta-feira, 19 Maio de 2010 as 2:26

A pré-candidata do PV à Presidência, senadora Marina Silva (AC), se emocionou nesta quarta-feira (19) em debate realizado pela 13ª Marcha dos Prefeitos, em Brasília, ao lembrar os companheiros do PT, partido ao qual foi filiada por 30 anos.

- Não é fácil vir aqui pela primeira vez em 30 anos sem ser mais do PT.

Marina disse também que não quer mais disputar cargo no Senado para ''não virar um bonsai'' [referindo-se à árvore cultivada em vasos].

- Não quero ficar mais 24 anos no Senado, porque quando você fica muito tempo no Senado você fica igual a um bonsai. Paradinho, pequenininho, numa mesa. É melhor ser uma relva no campo do que um bonsai no Senado.

Ela também ressaltou a conquista de ter sido ministra do Meio Ambiente, apesar de ter sido analfabeta até os 16 anos.

- A educação é o que faz a diferença na vida de uma pessoa. Digo isso porque fui analfabeta até os 16 anos. E sei o que é para um pai, para uma mãe, não saber o que será do futuro do seu filho.

Quando questionada sobre os royalties do petróleo, fugiu da polêmica briga entre Estados produtores e não produtores e, sem dizer como será feita a distribuição dos recursos, afirmou que os usará para fazer a transição do atual modelo de economia para outro, de baixo carbono.

Uma das primeiras perguntas dirigidas a Marina foi se, uma vez eleita presidente, insistirá na criação de um novo imposto para financiar gastos em Saúde ou defenderá que a União invista 10% das receitas correntes no setor. Hoje, Estados são obrigados a investir 12% em Saúde. Municípios investem 15%. A senadora escolheu a segunda opção.

- Não estamos mais no tempo de fazer puxadinhos tributários. Não encaramos o que é fundamental neste País, que é a reforma tributária.

Os prefeitos também criticaram o fato de o governo fazer ''bondade com chapéu alheio'', quando, por exemplo, desonerou impostos para enfrentar os efeitos da crise e, em contrapartida, deixou o Fundo de Participação dos Municípios com menos recursos. Marina Silva disse que as desonerações não são ruins por si só, mas deve haver, segundo ela, uma reforma tributária para solucionar o problema.

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