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Marinha e FAB começam hoje a coletar destroços de avião no mar

Marinha e FAB começam hoje a coletar destroços de avião no mar

Atualizado: Quinta-feira, 4 Junho de 2009 as 12

Com a dificuldade de encontrar sobreviventes do Airbus A330 da companhia aérea Air France, desaparecido desde a madrugada de segunda-feira, 1 de junho, a Força Aérea Brasileira (FAB) e o Comando da Marinha decidiram iniciar a coleta dos destroços localizados na área onde estão concentradas as buscas.

"Até ontem, a prioridade era localizar os corpos, mas, como não estamos encontrando, temos que recolher os destroços. Hoje já podemos colocar os dois trabalhos no mesmo nível de interesse", explicou há pouco, em Recife, o diretor do Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea), brigadeiro Ramon Borges Cardoso.

Ao relatar à imprensa o trabalho feito nesta madrugada, Cardoso afirmou que o avião militar R-99, que rastreou a área provável em que o Airbus caiu, identificou novos pontos de destroços a sudoeste dos penedos de São Pedro e Paulo. Nenhum corpo foi avistado.

Segundo o brigadeiro, apesar de o mar estar calmo, chove e há pouca visibilidade, o que dificulta as buscas. "A cada dia que passa fica mais difícil encontrar sobreviventes, mas continuamos com essa expectativa, trabalhando para possivelmente encontrá-los."

Durante a madrugada, mais cinco aviões, sendo um norte-americano e um francês, decolaram de Natal com destino aos locais onde os destroços foram localizados. Em dois pontos foi confirmada a presença de material que o brigadeiro acredita ser da parte interna do Airbus.

Com isso, a FAB e a Marinha decidiram enviar para os locais o navio patrulha Grajaú e a corveta Caboclo, que já estavam na região desde ontem, 3 de junho. A previsão é que as duas embarcações cheguem aos pontos indicados pelas aeronaves no início da tarde de hoje, 4 de junho.  Elas irão recolher todo o material que for encontrado boiando.

Um helicóptero Black-Hawk partiu às 8h de Fernando de Noronha (PE) para confirmar a presença de destroços avistados a cerca de 100 quilômetros a nordeste do arquipélago. De acordo com Cardoso, a opção de enviar o helicóptero na missão de rastreamento se deve ao fato de ser pouco provável que o material rastreado pelo R-99 pertença à aeronave da Air France. Se for do avião, uma embarcação terá que se dirigir ao local a fim de resgatá-lo, porque o helicóptero não pode içar o material.

Segundo o brigadeiro, não há data prevista para o término da operação. Todos os equipamentos e suprimentos de que as equipes que estão em Fernando de Noronha irão precisar foram transportados hoje para o arquipélago. Cerca de 150 pessoas participam das buscas.

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