Marta: futuro de Palocci depende de Dilma, e não de partidos

Marta: futuro de Palocci depende de Dilma, e não de partidos

Fonte: Atualizado: sábado, 31 de maio de 2014 às 09:40

A senadora Marta Suplicy (PT-SP) afirmou na manhã desta segunda-feira, em São Paulo, que o futuro do ministro-chefe da Casa Civil, Antonio Palocci, depende da presidente Dilma Rousseff, e não dos partidos políticos, que estariam forçando uma situação para que ele deixasse o cargo. Segundo Marta, as explicações dadas por Palocci até agora foram convincentes.

"Para a oposição, nada convenceria. Para a situação, eu apoio plenamente o que ele falou. Eu achei que (a entrevista) foi coerente e tranquila, agora tem de esperar a presidente. Isso não vai depender de partidos políticos. É uma decisão presidencial", afirmou a senadora.

Marta disse que a informação levantada pela revista Veja, de que Palocci teria alugado um imóvel de "laranjas" na capital paulista, foi uma infelicidade do ministro.

"Eu achei ser uma infelicidade ter acontecido. Porque quando você aluga um imóvel, quem vai alugar é que tem de ver se você está alugando para uma pessoa que vai te pagar. Agora, quando você aluga de alguém, você imagina que está tudo certo", afirmou.

Segundo ela, é um caso que pode acontecer com qualquer um. "Acho que foi muito ruim isso que aconteceu para ele, mas não dependia nada dele quando você aluga um imóvel de alguém", disse.

Entenda o caso

Reportagem do jornal Folha de S. Paulo publicada no dia 15 de maio informou que Palocci multiplicou por 20 seu patrimônio em um período de quatro anos. Na Câmara, o PSDB levantou suspeitas sobre a liberação rápida da restituição do Imposto de Renda para uma empresa que teria, em contrapartida, financiado a campanha da presidente Dilma Rousseff. O ministro Palocci teria prestado consultoria para a empresa.

Na noite de sexta-feira, em entrevista ao Jornal Nacional, da Rede Globo, Palocci afirmou que sua empresa de consultoria, a Projeto, não atuou com contratos públicos. O ministro disse que trabalhou em fusão de empresas, mas que nunca atuou junto ao Banco Central, ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) ou ao Ministério da Fazenda, para resolver problemas das empresas.            

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