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Máscaras de proteção esgotam em um só dia no centro de Nova Friburgo

Máscaras de proteção esgotam em um só dia no centro de Nova Friburgo

Atualizado: Terça-feira, 18 Janeiro de 2011 as 8:58

Com medo de contaminação com doenças e problemas respiratórios, a população do município de Nova Friburgo, na região serrana do Estado do Rio de Janeiro, acabou com os estoques de máscaras das farmácias do centro do município. Em menos de seis horas, um dos estabelecimentos vendeu 400 máscaras. O vendedor Anglisson Pinheiro de Souza, de 32 anos, disse que a procura foi muito grande durante todo o dia.

- Se tivéssemos 500 máscaras, venderíamos todas. A procura está muito grande.

Uma máscara comum custa R$0,50. A máscara de fibra custa R$2,50. A diferença está no material. Os comerciantes garantiram que não vão aumentar o preço por causa do crescimento da demanda. O balconista Mateus Santos, de 22 anos, comprou a máscara porque está com medo de se contaminar. - A poeira está muito grande, tenho problema de respiração e tenho medo de pegar alguma doença. A comerciante Célia Corrêa Talarico, de 45 anos, conseguiu a máscara na prefeitura. - Eu percorri todas as farmácias do centro e não consegui encontrar máscara. Só consegui na prefeitura. O Corpo de Bombeiros também está distribuindo máscaras durante o dia.

Outro produto bastante procurado após o forte temporal  é a galocha (bota de borracha). O calçado, que normalmente não é cobiçado pelos consumidores, está acabando. A gerente de uma loja do centro, Rachel de Souza Paula, de 27 anos, disse que o fornecedor aumentou o preço da galocha de R$ 19,00 para R$ 25,00. - Por causa da chuva, o nosso fornecedor aumentou o preço. Não sabemos como vamos explicar para os clientes o aumento do preço.

  Tragédia das chuvas O forte temporal que atingiu o Estado do Rio de Janeiro na terça-feira (11) deixou centenas de mortos e milhares de sobreviventes desabrigados e desalojados, principalmente na região serrana.

As cidades de Nova Friburgo, Teresópolis, Petrópolis, Sumidouro e São José do Vale do Rio Preto foram as mais afetadas. Serviços como água, luz e telefone foram interrompidos, estradas foram interditadas, pontes caíram e bairros ficaram isolados. Equipes de resgate ainda enfrentam dificuldades para chegar a alguns locais.

No final da noite de sexta-feira (14), a presidente Dilma Rousseff liberou R$ 100 milhões para ações de socorro e assistência às vítimas. Além disso, o governo federal anunciou a antecipação do Bolsa Família para os 20 mil inscritos no programa nas cidades de Nova Friburgo, Teresópolis e Petrópolis. Empresas públicas e privadas, além de ONGs (Organizações Não Governamentais) e voluntários, também estão ajudando e recebem doações.

Os corpos identificados e liberados pelo IML (Instituto Médico Legal) são enterrados em covas improvisadas. Hospitais estão lotados de feridos. Médicos apelam por doação de sangue e remédios. Os próximos dias prometem ser de muito trabalho e expectativa pelo resgate de mais sobreviventes.

Em visita à região de Itaipava, em Petrópolis, o governador Sérgio Cabral (PMDB) disse que ricos e pobres ocupavam irregularmente áreas de risco e que o ambiente foi prejudicado. - Está provado que houve ocupação irregular, tanto de baixa quanto de alta renda. Está provado também que houve dano da natureza. Isso não tem a ver com pobre ou rico.    

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