Médico é ouvido sobre caso de mãe suspeita de simular câncer em filha

Médico é ouvido sobre caso de mãe suspeita de simular câncer em filha

Atualizado: Quinta-feira, 7 Julho de 2011 as 4:54

A polícia ouve na tarde nesta quinta-feira (7) em Votorantim, no interior de São Paulo, o médico que atendeu a menina de 4 anos vítima de maus-tratos pela família. A mãe é suspeita de simular um câncer na criança para obter doações irregulares para um tratamento.

Frequentadoras de uma igreja evangélica quiseram ajudar a família e marcaram uma consulta com um especialista. O médico que atendeu a menina disse que ela nunca teve a doença e chamou a polícia porque a criança tinha muitas cicatrizes pelo corpo. A menina contou para a delegada que a mãe usava uma faca de cozinha para feri-la. O laudo do Instituto Médico-Legal (IML) confirmou os ferimentos.

Presa na quarta (6), a mãe foi levada nesta quinta para a cadeia de Votorantim, também no interior de São Paulo. Edilaine Vieira, de 20 anos, foi detida após a Justiça decretar sua prisão preventiva. A prisão foi decretada pelo juiz Jaime Valmer de Freitas, após pedido da Polícia Civil. A mãe foi indiciada pelo crime de tortura e por submissão da criança a constrangimento, como prevê o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).     A criança foi ouvida pela delegada nesta segunda (4). “Ela (a criança) realmente afirma que a mãe fazia os curativos e provocou as lesões com uma faca. A gente observa que já foram cicatrizadas, não são lesões pequenas. Uma tem 7,5 cm. Lesões que, para uma pessoa leiga, seriam sugestivas de uma cirurgia prévia na região abdominal”, disse a delegada Jaqueline Coutinho, responsável pelo caso.

No depoimento à polícia, a mulher negou que tenha machucado a filha e disse saber que a menina não tinha câncer. Ela não explicou por que pediu ajuda à igreja e negou que tenha agido com violência. Ela disse que está grávida de 4 meses e admitiu que não tem condições de ficar com as crianças. A menina vítima de maus-tratos e a irmã, de 2 anos, estão em um abrigo.        

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