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Médicos de Cuiabá exigem hospital de mil leitos para não deflagrar greve

Médicos de Cuiabá exigem hospital de mil leitos para não deflagrar greve

Atualizado: Sexta-feira, 20 Maio de 2011 as 1:31

Como condição para não entrar em greve a partir da próxima quinta-feira (26), os médicos e enfermeiros de Cuiabá fazem uma série de reivindicações, sendo que entre as principais delas está a construção de um hospital com capacidade para mil leitos até 2014, quando a capital vai sediar os jogos da Copa do Mundo. Os sindicatos dos Médicos e Enfermeiros de Mato Grosso (Sindimed e Sinpen) já encaminharam ofício ao governador Silval Barbosa (PMDB) pedindo que seja agendada reunião para discutir sobre as exigências.

O presidente do Sindimed, Ednaldo Lemos, afirmou, em entrevista ao G1 , que, em assembleia geral na noite desta quinta-feira (19), chegou-se à conclusão de que não basta reformar as unidades já existentes. "Só com a implantação de um novo hospital iremos conseguir solucionar a falta de leitos em Cuiabá. No ano passado, foram gastos quase R$ 6 milhões na reforma do Pronto-Socorro e não resolveu praticamente nada", avalia. Hoje, o déficit é de 750 leitos no município.

Os profissionais ainda irão cobrar do governo melhores condições de trabalho aos profissionais que atuam no Hospital e Pronto-Socorro de Cuiabá (HPSMC) e a realização de concurso público, cujo número de vagas ainda não foi definido. Segundo Lemos, a categoria decidiu tratar dos problemas que afetam o setor diretamente com o governador, "já que a administração municipal admitiu não ter competência para resolver as deficiências da saúde".

A contrariedade em relação à terceirização dos hospitais regionais e do Pronto-Socorro, como antecipou Silval, caso o Estado assuma a gestão da unidade, também é mantida pela classe médica e de enfermagem e será repassada ao governador. "Continuamos absolutamente contra a terceirização da saúde", frisou o presidente do Sindimed.        

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