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Médicos do Ceará aderem a boicote a planos de saúde, diz sindicato

Médicos do Ceará aderem a boicote a planos de saúde, diz sindicato

Atualizado: Quarta-feira, 21 Setembro de 2011 as 4:19

O presidente do Sindicato dos Médicos do Estado do Ceará (Simec), José Maria Pontes, afirmou nesta quarta-feira (21) que parte dos médicos do Ceará não realizou consultas médicas e cirurgias eletivas de operadoras de planos de saúde na manhã desta quarta-feira (21), mas não soube precisar quantos. "A recomendação é de que os médicos credenciados paralisem as atividades nesta quarta-feira. Só no fim do dia, vamos ter uma ideia de quantos médicos realmente aderiram", ressalta. Segundo José Maria Pontes, 23 estados do Brasil participam da paralisação. Os estados do Amazonas, Roraima e Rio Grande do Norte não aderiram. Consultas e cirurgias eletivas, aquelas que não oferecem risco de morte caso o paciente não realize, foram remarcadas.     O Ceará faz parte dos nove estados brasileiros em que está prevista a suspensão de atendimento nesta quarta-feira (21) relativos a todos os planos de saúde, segundo a Comissão Nacional de Saúde Suplementar. Nos outros 14 estados, o boicote dos médicos será a alguns planos. De acordo com a Comissão, o atendimento de urgência em todos os estados brasileiros está sendo feito normalmente.

O Sindicato dos médicos informa que em 9 de outubro deve ocorrer uma outra paralisação similar a de hoje, para cobrar maior repasse de verba do Sistema Único de Saúde (SUS).

Em nota, a Agência Nacional de Saúde Complementar, que coordena os planos de saúde, diz que está trabalhando para melhorar a remuneração dos médicos que trabalham com planos de saúde. A agência diz também que esse tipo de movimento não pode prejudicar pacientes.

A Unimed Fortaleza informou, em nota, que se posiciona a favor de movimentos de classe e que os clientes podem relatar transtornos por meio do telefone 0800 275 1818. Também por meio de nota à imprensa, o plano de saúde Hapvida informa que os atendimentos de urgência e emergência de todas as unidades ''estarão funcionando normalmente''.

Reivindicações dos médicos

A principal reivindicação dos médicos é o reajuste no valor pago pelas consultas. De acordo com o presidente da Associação Médica Brasileira, Florentino Cardoso, a média nacional paga pelos planos de saúde aos médicos é de R$ 40 por consulta. Eles querem ao menos R$ 60 por consulta. Segundo ele, o maior valor pago é R$ 80; o menor, R$ 15.

A Comissão Nacional de Saúde Suplementar calcula que há 1.044 operadoras de saúde suplementar em funcionamento do Brasil. Mais de 46 milhões de brasileiros têm planos de saúde no país. Aproximadamente 150 mil dos 347 mil médicos registrados no Conselho Federal de Medicina atendem usuários de planos de saúde.          

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