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Médicos pedem demissão em Maríla, SP, e prefeitura fecha dois postos

Médicos pedem demissão em Maríla, SP, e prefeitura fecha dois postos

Atualizado: Quinta-feira, 15 Dezembro de 2011 as 1:47

Sete dos 32 médicos do “Programa Saúde da Família” pediram demissão e a prefeitura de Marília, interior de São Paulo, decidiu fechar duas unidades da zona sul. O motivo não é só a falta dos profissionais, mas também as más condições dos prédios, condenados pelo Ministério Público Federal.

A notícia sobre o fechamento das duas unidades já chegou aos ouvidos dos moradores do Marajó e do Santa Paula. E ter que se deslocar até outro bairro para receber atendimento médico é uma das preocupações.

A partir de 2 de janeiro, os moradores de três bairros da zona sul de Marília que precisarem dos médicos do Programa Saúde da Família passam a ser atendidos em um mesmo local. O posto deve centralizar os atendimentos e os moradores que já fazem consultas também estão preocupados com a mudança. "Já está difícil pra conseguir vaga para agendar consulta. Com três bairros frequentando a mesma unidade, vai complicar muito mais”, comenta a estudante Anelita Doreto.

O Programa Saúde da Família vive um drama. Há um ano os médicos entraram em greve pedindo reajuste de salário e melhora nas condições de trabalho. A paralisação foi considerada legal pela justiça, mas a prefeitura não atendeu a todas as reivindicações. Os profissionais voltaram ao trabalho esta semana, mas sete unidades ficaram sem atendimento porque os médicos pediram demissão.

O Secretário de Saúde de Marília, Júlio Zorzeto, justifica a mudança dizendo que pretende colocar três equipes médicas no posto de saúde do Jóquei para atender os três bairros. Segundo ele, a decisão foi tomada porque a unidade do bairro Santa Paula teve a casa condenada depois de uma inspeção do Ministério Público Federal. E não foi encontrado um imóvel adequado para ser alugado. Além disso, a prefeitura vai disponibilizar transporte para pacientes em alguns casos.

Zorzeto informou ainda que sete médicos já estão sendo contratados e devem começar a trabalhar nas unidades no dia 2 de janeiro. Até lá a solução será uma assistência dada pelo Samu.

Duas novas unidades serão construídas, já adequadas às exigências do Ministério Público Federal. Elas vão ficar na zona oeste da cidade e devem terminar no ano que vem.    

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