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Médicos que atenderam bebê que teve a perna amputada são ouvidos

Médicos que atenderam bebê que teve a perna amputada são ouvidos

Atualizado: Segunda-feira, 14 Março de 2011 as 11:58

Os médicos do Instituto Fernandes Figueira, no Flamengo, na Zona Sul do Rio, prestam depoimento na manhã desta segunda-feira (14), na 9ª DP (Catete) para explicar as circunstâncias em que um bebê recém-nascido teve que ter a perna amputada. Segundo os parentes, a menina, que nasceu com quadro de hidranencefalia grave - acúmulo de líquido na cabeça no lugar de parte do cérebro - passava por um procedimento neurocirúrgico quando teve sua perna queimada por um equipamento. A criança segue internada na UTI do Instituto Fernandes Figueira e seu quadro é estável.

Mãe nega receber ajuda do Instituto

Ainda em estado de choque, a mãe do bebê, Karen Caroline da Silva, negou, na sexta-feira (11), que estivesse recebendo qualquer ajuda do Instituto Fernandes Figueira (IFF). Durante uma entrevista coletiva no IFF, o diretor da instituição, Carlos Maciel, afirmou que a mãe da menina estava recebendo todo o apoio necessário, inclusive com a atenção de assistentes sociais, psicólogos e equipes médicas.

“Estou aqui todo dia e nenhuma assistente me procurou. A única coisa que me deram foi um Riocard (bilhete eletrônico de ônibus) no valor de R$ 40, que já acabou”, disse na sexta-feira a mãe do bebê, de 20 anos, que voltou a afirmar que pretende processar o hospital.

Cestas básicas

Já a avó da criança, Maria da Penha, de 45 anos, reagiu indignada ao saber que o médico responsável pela cirurgia de sua neta, que resultou na amputação da perna do bebê de 18 dias, pode pagar a pena por erro médico com fornecimento de cestas básicas.

“Isso me deixa descrente da Justiça, de tudo. A vida dela não pode valer só isso. Minha neta ia operar a cabeça e perdeu a perna”, disse a avó, em prantos, ao chegar ao hospital.

O delegado Pedro Paulo Pontes Pinho, titular da 9ª DP (Catete), explicou que a equipe de peritos ainda está colhendo informações técnicas e que aguarda o resultado do laudo, que deve sair nos próximos dias. Ele solicitou que a criança fosse submetida a exame de corpo de delito e requisitou à direção do IFF o prontuário médico de atendimento ao bebê.      

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