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Médicos querem negociar com planos de saúde

Médicos querem negociar com planos de saúde

Atualizado: Quinta-feira, 1 Julho de 2010 as 9:37

A classe médica do Paraná quer abrir um canal de negociação com as operadoras dos planos de saúde, para tratar do reajuste dos valores pagos aos médicos e pedir melhores condições de trabalho.

A medida consta na Carta de Curitiba, definida na noite da última quarta-feira durante assembleia realizada pela Comissão Estadual de Honorários Médicos (CEHM), onde os médicos listam uma série de reivindicações.

Durante a assembleia, que contou com a participação de 70 médicos representantes das sociedades científicas de especialidades, também foram abordados temas como a recomposição do equilíbrio econômico financeiro dos contratos dos médicos com os planos.

De acordo com a CEHM, desde 2000 os valores de reajuste dos planos de saúde autorizados pela ANS foi de 104% - reajuste que teria sido repassado aos usuários, mas que não repercutiu em aumento no valor da consulta médica e, consequentemente, não foi repassado ao médico. Para a comissão, as operadoras praticamente congelaram o valor dos procedimentos médicos.

O objetivo, segundo o presidente da CEHM e da AMP, José Fernando Macedo, é apresentar a situação em que a classe se encontra, mostrando a defasagem da remuneração desses profissionais, e solicitar um posicionamento das operadoras. “Se isso não der certo, a intenção é levar a discussão para vias judiciais e, neste caso, os resultados podem ser imprevisíveis”, afirma.

Outro ponto salientado pelos médicos é a criação de um plano de cargos e salários para os médicos que prestam serviços para o Sistema Único de Saúde (SUS).

Segundo Macedo, o plano, que inclusive é alvo de um projeto que tramita no Congresso Nacional, prevê a implementação de um piso salarial no valor de R$ 7 mil para a categoria. “Isso é fundamental para a sobrevivência do SUS”, diz.

Macedo ressalta que as negociações com as operadoras será tratada periodicamente durante as reuniões da comissão, da qual fazem parte Associação Médica do Paraná (AMP), o Conselho Regional de Medicina (CRMPR) e o Sindicato dos Médicos do Paraná (Simepar).

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